ROLLS-ROYCE GHOST e DAWN

O RESORT DA PENHA LONGA foi o cenário escolhido para aquele que foi o primeiro evento oficial da Rolls-Royce em Portugal. Esteve dedicado aos principais meios de comunicação nacionais e destinou-se a mostrar-nos a sua gama de modelos, ainda que, no entanto, o grande destaque seja a nova geração do Ghost, um modelo de extrema importância para a marca de Goodwood.

O Rolls-Royce Ghost marcou o início de uma nova era, sendo que esta expressão ganhou ainda mais relevância que o habitual. Já há uns tempos que os clientes da marca pediam um novo modelo que não fosse tão ostensivo como a linhagem que já conhecíamos, mas não menos exclusivo, distinto e certamente não menos… Rolls-Royce. O desejo era um modelo mais focado no minimalismo e na simplicidade das suas linhas, mas que, ao mesmo tempo, conseguisse manter a elegância e o ambiente, o requinte e o luxo que fazem o adjetivo sublime ser utilizado muitas mais vezes do que o habitual. Foi assim que nasceu o Ghost, já em 2009, e que é agora substituído por esta nova versão, a mais avançada de sempre do ponto de vista tecnológico, mas que não dispensa, de todo, a essência da marca.

É este o grande destaque do primeiro evento da Rolls-Royce em solo nacional, no qual estivemos presentes e onde tivemos oportunidade de conduzir, até porque, leu bem, este é um Rolls-Royce que também foi pensado para os clientes que gostam de se sentar nos lugares da frente e conduzir. Ainda que o objetivo tenha sido a busca de uma imagem mais minimalista, não deixamos de ver o Spirit of Ecstasy a erguer sob a grelha dianteira, que pode agora ser iluminada no seu interior, tal como o próprio Spirit of Ecstasy. Para uma maior simplicidade de utilização, as portas laterais não só se fecham automaticamente, como agora também abrem, acolhendo os passageiros de uma forma ainda mais sofisticada.

O habitáculo é obviamente o espaço de maior requinte e onde podemos descobrir os novos monitores de tamanho mais generoso, bem como as diversas soluções de iluminação em LED, que não só rodeiam o nome GHOST no tablier, como se prolongam pelo forro do tejadilho simulando um céu estrelado. Mas no habitáculo, há ainda outro ponto de destaque, relacionado com o som existente a bordo. A marca percebeu que a ausência de ruído nem sempre é a melhor a opção, pois isso poderá ser algo confuso em algumas situações. Ao invés, optou por trabalhar na criação de uma frequência única. Um tom cativante e similar, de forma a deixar o habitáculo no patamar mais sereno possível. Para isso, há uma quantidade infindável de componentes que foram revistos e trabalhados de forma a contribuir para esta mesma finalidade, desde os mais simples aos mais mecânicos e o resultado não vos conseguimos transmitir por palavras, mas podemos dizer que a Rolls-Royce conseguiu, mais uma vez, algo sublime.

No compartimento dianteiro, entre o habitáculo e o Spirit of Ecstasy, está o magistral bloco de 6,75 litros, com 12 cilindros em V e uma potência a rondar os 570 cavalos. O binário máximo é de 850Nm e tudo isto passa para as quatro rodas quase sem que ninguém dê por isso, a menos que se comece a aperceber de que o cenário que nos rodeia esteja a passar cada vez mais rápido. A extensa utilização do alumínio na estrutura do Ghost, mas também a nova suspensão Planar, uma estreia neste modelo, fazem com que este deslize com uma fluidez acrescida, seja numa estrada de montanha ou numa viagem em autoestrada, sendo que o ambiente vivido a bordo continuará a ser sempre um mundo à parte. Para conseguir o máximo patamar de conforto, a marca desenvolveu um sistema de amortecimento para os próprios amortecedores, além de, através da camara, do radar dianteiro ou mesmo do GPS, conseguir prever o tipo de piso e adaptar o funcionamento da suspensão em função disso, antes mesmo de o alcançar. Por outro lado, para as manobras de estacionamento ou para a condução em velocidade inferior, está também presente um sistema de quatro rodas direcionais, que nos fará esquecer do tamanho deste novo modelo e concentramo-nos apenas no que é importante, que a sua experiência de condução.

DAWN

O Ghost, como referimos, tenta responder aos clientes que procuram uma imagem mais minimalista e não tão ostensiva, mas no caso do Dawn, não é esse o objetivo. Esta é a opção da marca para que gosta de aproveitar os dias de sol da melhor forma possível, seja na Riviera francesa ou em qualquer outro cenário e também esteve presente neste primeiro evento da Rolls-Royce em Portugal. Depois do Phantom Drophead ter deixado de ser produzido, o Dawn passou a ser a escolha perfeita para aproveitar o clima que temos na maioria dos dias em solo nacional. Nesta nova atualização, mantem a elegância e o requinte que caracterizam todos os modelos da marca, trazendo um pouco mais de tecnologia e sofisticação a um modelo que já conta com cerca de cinco anos no mercado, com a vantagem de o poder conduzir a céu aberto.

Bastam apenas 22 segundos, para que o Dawn possa revelar o céu a quem viaja no seu habitáculo, uma coreografia que pode ser assistida até uma velocidade de 50 km/h pelos quatro ocupantes e que consegue revelar ainda melhor a mestria com que todo o seu habitáculo é construído. Os tons mais claros em contraste com a madeira relembram os motivos náuticos dos iates mais luxuosos, com a diferença de que este nos consegue fazer deslizar pelo asfalto com a mesma elegância que outros os fazem na água. E também com um patamar de conforto verdadeiramente ímpar.

É claro que, como em qualquer modelo da Rolls-Royce, a configuração é apenas a base da escolha de cada cliente, pois esta poderá ser amplificada até ao mais pequeno detalhe, deixando cada automóvel de acordo com os gostos mais exigentes. Muitos dos entusiastas da marca referem a obsessão pelo detalhe, mas a própria Rolls-Royce prefere antes responder que continua em busca da perfeição. E depois de a termos recebido pela primeira vez em Portugal e testado dois dos seus principais modelos, não podemos sequer contrariar esta ideia, que ainda é a principal responsável por transformar cada momento de condução numa experiência única.

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