GUSTAVO PITA SOARES

OS PRINCIPAIS DESAFIOS PARA QUEM GERE SISTEMAS DE ÁGUA E DE ENERGIA SÃO A  PROCURA INSISTENTE DA EFICIÊNCIA MÁXIMA DOS RESPETIVOS SISTEMASGustavo Pita Soares é o CEO da Geratriz, uma empresa fundada em Portugal, ligada à eficiência e sustentabilidade nos setores da água e da energia 

Em entrevista à FRONTLINE Pita Soares dá a conhecer o ex-líbris da Geratriz, o  Wemeter, um software pensado para gerir consumos de utilities – água, eletricidade e gás e outras grandezas que possam ser integradas na aplicação – de grandes edifícios e indústria. Esta ferramenta vem, assim, dar resposta à necessidade da procura constante de soluções inovadoras. 

 Como surgiu a ideia de criar uma empresa como a Geratriz? 

A ideia de criar uma empresa ligada à eficiência e sustentabilidade nos setores da água e da energia nasce naturalmente, dada a necessidade de o século XXI ter de ser mais e mais eficiente em mercados como sejam o comércio, serviços e indústria. Nasceu assim, de forma natural e sem qualquer esforço, uma empresa que apresentasse uma oferta de serviços e produtos na área do tratamento de águas e da eficiência energética. Concluo com a essência da palavra Geratriz, que se define na geometria como a linha que une o topo à base de um cone, e em que todas estas linhas somadas resultam na própria figura geométrica em si. Esta ideia, por si só, aplica movimento, ação, geração. É essa fonte de movimento que imprimimos diariamente nos nossos clientes, e que se encontra na nossa impressão digital, na procura constante de soluções inovadoras para os nossos parceiros. 

 Quais são, neste momento, os principais desafios dos setores da água e energia? 

Os principais desafios para quem gere sistemas de água e de energia são a procura insistente da eficiência máxima dos respetivos sistemas. O desafio passa pela procura de ferramentas que permitam, a quem está na gestão, atuar para manter em alto rendimento e eficiência a sua instalação, quer ao nível da água, quer ao nível da energia. Estes sistemas têm de ser complexos, para a integração de uma vasta informação das redes, mas ao mesmo tempo esta informação tem de ser transmitida da forma mais simples e intuitiva possível, para quem está na gestão. Vivemos numa era em que nunca houve tanta informação e em que a facilidade de a obter é tremenda. No entanto, o grande desafio é como filtrar a integração de todos esses dados num formato em que o gestor rapidamente consiga extrair a informação realmente útil, que lhe permita tomar decisões rapidamente. 

O que distingue a Geratriz de outras empresas do mesmo setor? Que propostas inovadoras apresenta? 

Um dos produtos que a Geratriz oferece ao mercado e que foi totalmente desenvolvido por nós é o Wemeter (www.wemeter.com). Trata-se de um software desenvolvido para gerir consumos de utilities – água, eletricidade e gás – para edifícios e indústria. É uma solução que disponibiliza informação útil, num ambiente muito intuitivo e com o valor acrescentado de alarmística ponto a ponto, em que o nosso parceiro tem acesso no imediato a consumos anormais e pode intervir nos sistemas com a devida celeridade para evitar ineficiências. 

Apesar de não ser único, é muito diferenciador pela capacidade intuitiva e simplicidade com que o utilizador gere e controla os consumos e custos da sua instalação, e por toda a informação útil disponibilizada para gestão. 

Aproveitámos o ano 2020 para repensar toda a aplicação e deixamos aquilo que será o futuro painel de controlo da ferramenta. 

A Geratriz tem, neste momento, uma forte aposta na inovação e desenvolvimento? O que é a ferramenta Wemeter? Quais as suas mais-valias? 

O Wemeter é uma ferramenta de gestão, monitorização e controlo de consumos de água, eletricidade, gás e outras grandezas que possam ser integradas na nossa aplicação, concebida para gestão de grandes edifícios e indústria. Esta ferramenta permite obter dados em tempo real, possibilitando, às equipas que a utilizam, uma rápida intervenção face a consumos anormais das grandezas monitorizadas. Com esta rápida intervenção, a gestão destes sistemas torna-se rapidamente muito mais eficientes, dado que quem está na gestão recebe automaticamente a alarmística que lhe permite intervir de imediato, assim que tem uma avaria, assim como ter acesso a todo um histórico, ponto a ponto, com facilidade de navegação e comparação.  Além de vários edifícios de média e grande dimensão onde estamos presentes, vamos iniciar neste momento um grande projeto-piloto num município. O principal objetivo é integrar toda a complexidade de dados de uma extensa rede, de uma média cidade nacional, na nossa aplicação e apresentar os dados para que quem está na gestão possa intervir de forma rápida e eficiente. O nosso objetivo primário é ajudar quem está na gestão operacional, tornando-nos um parceiro que os apoia a ser mais eficientes, no que respeita a um enorme problema municipal, que é a gestão eficiente da água no abastecimento em baixa, mas também a eficiência energética destes mesmos sistemas ao nível municipal. 

Os vossos principais clientes são nacionais ou estrangeiros? 

São nacionais. O nosso intuito é consolidar a nível nacional numa primeira fase, melhorando e afinando o nosso produto antes de partirmos para a internacionalização. Já realizámos algumas tentativas de internacionalização, mas entendemos que deveríamos ter um produto mais forte e robusto antes de passarmos além-fronteiras. 

Ponderam estar presentes em que países? 

Em nossa opinião, sistemas que operam na eficiência de redes são produtos mais facilmente comercializáveis em países mais desenvolvidos, onde estes sistemas são cada vez mais complexos e onde a quantidade de dados – matéria-prima do nosso software – necessita de ser devidamente filtrada e orientada para a gestão. Por essa razão, é nossa intenção internacionalizar, numa primeira fase, para a Europa. 

Têm alguns apoios por parte do Estado, uma vez que são uma empresa que se preocupa com um bem tão essencial como é a água? 

Pontualmente temos tido, e estamos muito gratos por toda a ajuda que nos foi concedida, principalmente numa primeira fase de desenvolvimento da ferramenta. Neste momento o mais importante é estarmos no mercado junto dos nossos clientes para aprimorar a aplicação com funcionalidades cada vez mais úteis e importantes para quem está na gestão. Para nós, é muito mais importante projetos como o que estamos a realizar a nível municipal, como foi atrás referido, que ajudem os nossos parceiros na eficiência dos seus sistemas cada vez mais complexos e de difícil gestão e monitorização. 

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