
A AMÉRICA DE TRUMP – Reeleito em 2025, Donald Trump tomou posse como Presidente dos Estados Unidos, mantendo o estilo de pistoleiro que trazia do mandato anterior e, em estado de permanente histeria, inundou o mundo com o anúncio de um conjunto de medidas que não deixou ninguém descansado.
Trump reúne nele próprio todas as características que não são aconselháveis a quem cabe governar um país, para mais a maior potência económica e militar do mundo, que são os Estados Unidos da América. Este fenómeno, que continua Presidente dos Estados Unidos da América, é alguém que vem do mundo dos negócios, e todas as medidas que toma enquanto Presidente do seu país estão imbuídas na vontade de aumentar o seu património pessoal. E mais, a atividade política deste grande país é também levada a cabo por funcionários próximos do Presidente, o que naturalmente faz aumentar todas as suspeitas de obtenção de benefícios por parte da “família Trump”.
A título de curiosidade, este presidente também fez história por ter sido o primeiro presidente condenado criminalmente a assumir o cargo nos Estados Unidos.
Tomada de posse
Donald Trump foi empossado como 47.º presidente do seu país, após prestar juramento numa cerimónia no Capitólio, em Washington DC. Nesse ato de posse, o Presidente começou por dizer “A idade de ouro dos Estados Unidos da América começa agora. Vamos ser a inveja de toda a gente e não nos vamos permitir mais que se aproveitem de nós. A nossa soberania vai ser reposta”.
Estas palavras são reveladoras de uma personalidade marcada pela procura de reconhecimento, de alguém para quem a violência é uma necessidade contínua, de um homem que passará a centrar a sua atividade de presidente num modelo narcisista, violento e sem regras.
Com origem no seu anterior mandato, a questão da imigração regressou como prioridade, como poderemos ver numa numa sua declaração na Casa Branca: “Os somalis deviam ir para casa. Não têm nada, andam por aí a matar-se uns aos outros. O país deles é uma merda”.
A propósito de linguagem, aproveito para voltar a citar Trump quando qualificou de traficantes de droga os governantes da Venezuela, o que fez do seguinte modo: “Irei acabar com esses filhos da puta”.
Todos estaremos de acordo que é preciso lutar afincadamente contra os traficantes de droga ou contra a desregularização da imigração. Mas julgo sermos igualmente severos críticos de um presidente que usa linguagem ordinária para qualificar a sua ação.
As famosas tarifas
Continuando, não podemos esquecer as famosas tarifas, a medida rainha deste seu mandato, impostos contra vários países e depois negociadas para evitar perdas que afetariam a economia mundial. Resumo do episódio “tarifas” por Trump. “Estes países estão a telefonar-nos, a dar graxa, estão loucos para chegar a um acordo…” Mais uma frase que confirma a ausência de carácter e uma personalidade autocentrada.
Mudando de assunto, Trump tem uma frase que ficará como exemplo da maldade quando se une poder, dinheiro e política. É a seguinte: “Não quero ser um brincalhão ou um espertalhão, mas a Riviera do Médio Oriente… isso pode ser maravilhoso”. A guerra em Gaza entre Israel e o Hamas, desencadeada após os ataques do grupo palestiniano a cidadãos israelitas em 7 de outubro de 2023, causou mais de 70 mil mortos.
Posteriormente e após encontro com Netanyahu, Trump declarou que os Estados Unidos da América assumiriam o controlo da Faixa de Gaza e procederiam à sua reconstrução, transformando-a na nova Riviera do Médio Oriente.
Refira-se ainda a opinião de Trump acerca da mudança climática, quando disse na ONU que a aposta nas energias renováveis está a atrasar o progresso da humanidade. Não pode ser esquecida a “aliança” que Trump terá com Putin, até alguma subalternidade, que contraria a aliança NATO e tantos outros países que defendem a liberdade, a democracia e a decência na atividade política.
O presidente certo
É certo que este não é de todo o presidente certo para os Estados Unidos da América. Ele não quis mudar a ordem internacional, criando uma mais adequada aos novos tempos. O que ele pretende e está a levar a cabo é um exercício infantil de mudanças, com o exclusivo objetivo de criar riqueza fácil através de métodos em que vale tudo, mesmo que isso ponha em causa a PAZ no mundo. Os Estados Unidos da América são um grande país, que tem um povo notável e uma história dura, mas sempre com respeito pelo funcionamento democrático das suas instituições, bem como pela procura da PAZ nas suas relações com outros países e outros continentes.
Termino, desejando que venham rapidamente novas eleições presidenciais nos Estados Unidos da América, que Trump as perca e que os EUA voltem a ser um país respeitado pelos seus valores democráticos e pelo amor à liberdade.

