ADRIANO MOREIRA

TOLERÂNCIA E PAZ – O falecido secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld, que perdeu a vida num ataque ao avião que o transportava no Congo Belga, organizou na ONU uma sala chamada da Meditação para todas as Religiões, mas nunca foi aceite a proposta de ali criar um Conselho para essas instituições. Foi porém criado, fora da ONU, um Global Council for Tolerance and Peace, hoje presidido por H. E. Ahmad Al-Jarwan, invocando ser tempo de união para conseguir a paz e trabalhar para a sua realidade, assumindo novas estratégias e métodos de nível global, e agindo. As motivações são que, através do mundo, as nações procuram segurança, paz, estabilidade e felicidade para todos os humanos, não distinguindo cor, género, origem, credo e religião. A realidade enfrentada é que os conflitos causaram a morte de milhões de pessoas no mundo. Justamente a presença, no seu Parlamento Internacional para a Tolerância e Paz, de representantes de 66 países mostra que o projeto, com importante participação de muçulmanos, pode ganhar autoridade. Incluiu, no Cyber Security Magazine, de abril último, o tema da Tolerance and Peace and the User of Technology, não deixando de tornar claro que pretende assegurar os princípios da tolerância, da paz, adotando a autenticidade da democracia, do direito internacional e tratado como metodologia da intervenção. O presidente do Global Council, insistindo sempre nos valores da integridade, divindade, qualidade, empenhamento, respeito, solidariedade, que, recebido por importantes autoridades portuguesas, insiste com tais valores em substituir as contradições entre as religiões, sendo ele muçulmano, para assumir que o género humano é apenas um, e não um conjunto de emergentes em armas. Designadamente, em nome da GCTP, H. E. Ahmad AlJarwan abriu canais de colaboração com as Nações Unidas e a World Health Organization (WHO) para enfrentar a pandemia mundial. A primeira sessão do Parliament for Tolerance and Peace teve lugar em Valleta – Malta, em 6 de julho de 2018, com a participação de 50 membros ao redor do mundo, incluindo Portugal. Não é fácil, com elementos recolhidos de publicações, encontrar as capacidades para cooperarem, humanistas e técnicos, empresas, com um projeto de reencontro cooperante de etnias e culturas com um passado de conflitos, quando a crise global continua alienada pelas lutas das emergências, estas inquietas com a aristocracia da hierarquia militar, quando a relação, proclamada democrática, entre eleitores e governos tende para o desencontro. Necessita de um ponto final, agora ameaçado pelo terrorismo. 

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