RENAULT ALPINE A110

ALPINE A110 O conceito de fazer renascer antigos ícones do mundo automóvel já nos brindou com diversos exemplos de originalidade ao longo das últimas décadas, mas a Renault elevou um pouco mais a fasquia com o renascimento da marca Alpine e de um dos desportivos com uma história difícil de igualar no mundo da competição. É claro que o novo Alpine pouco ou nada tem a ver com o modelo antigo, mas assim que olhamos para esta nova opção da marca, ficamos a pensar se será mesmo verdade. Em primeiro lugar, o seu visual mais compacto inclui linhas e um desenho de carroçaria onde conseguimos apontar inúmeras semelhanças com o modelo original e depois, assim que nos sentamos ao volante e descobrimos um habitáculo que, afinal, é bem maior do poderíamos prever lá de fora, começamos a descobrir outros detalhes. O motor, por exemplo, está ali mesmo atrás de nós, montado quase em cima do eixo posterior e é um bloco de quatro cilindros com quase 300 cavalos de potência. E o som que sai dos escapes parece anunciar um número ainda mais elevado. A posição de condução tem uma postura correta e a missão de envolver o condutor da melhor forma possível na hora de enfrentar um traçado de montanha, como aqueles que o seu antecessor devorou quilómetros após quilómetro em cada um dos ralis em que participou. A cereja no topo do bolo é uma grande atenção ao detalhe, presente em cada um dos recantos deste A110. Alguns deles trocaríamos por mais ou outro espaço de arrumação para objetos tão comuns com a carteira e o telemóvel, mas a grande verdade é que o novo modelo da Alpine não foi feito para ser um carro prático e sim um caso de paixão.

 

 

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