MAZDA CX-30

19 de Fevereiro de 2020

FÓRMULA PERSONALIZADA – A Mazda continua a desenvolver os seus modelos e sistemas da forma que acha mais correta e não como as tendências de mercado o exigem. O resultado são opções mais originais e cativantes como o CX-30 que acaba de chegar ao mercado. E neste caso, as tendências de mercado apenas deram origem a um ajuste em termos de formato. O programa de renovação da Mazda continua a ser posto em prática a toda a velocidade. E depois do lançamento no mercado da nova geração do Mazda 3, é a altura de conhecermos o primeiro modelo em que podemos assistir a um ajuste de estratégia, face ao que estava a ser feito até agora. O CX-30 é um SUV compacto que usa a mesma plataforma e elementos mecânicos do Mazda 3, mas que conta com um visual mais robusto e com uma carroçaria mais elevada. Com o CX-30, no entanto, a Mazda não se limitou a produzir mais um SUV, bem pelo contrário. Para essa categoria já conta com modelos como o CX-3 ou o CX-5, que continuam em comercialização e cumprem bem o seu papel. O CX-30 é um conceito um pouco diferente e representa uma alternativa para quem deseja um pouco mais de arrojo conceptual e uma forma de desenvolver projetos, praticamente sem ligar ao que os outros construtores andam a fazer, conseguindo, por isso, uma imagem de originalidade, num mundo que está cada vez mais parecido e que se rege por linhas condutoras muito semelhantes. O novo modelo da Mazda, que chega agora ao mercado, é uma das expressões máximas do Kodo Design, que a marca nipónica tem vindo a aperfeiçoar com o tempo. Os seus painéis da carroçaria foram desenvolvidos com o toque humano, usando moldes de barro e uma dose muito elevada de paixão. Os seus ângulos e formas têm a capacidade de criar novos contrastes de sombras, de acordo com a luz que incide sobre eles, sendo a verdadeira definição da expressão “alma do movimento”, que é como a marca traduz da melhor forma o seu Kodo Design. Face ao Mazda 3, é fácil identificar a maior altura da carroçaria, que fica agora acima do metro e meio, mas os elementos mais diferenciadores são as cavas das rodas de enormes dimensões e com elementos plásticos contrastantes com a cor da carroçaria, de forma a evidenciarem ainda mais a sua presença. Na zona imediatamente abaixo das portas, a maior altura da faixa lateral une as cavas das rodas e também dispensa a pintura, acabando por dar a ideia de que o CX-30 não é tão alto como se pode pensar inicialmente. Face aos outros modelos da marca, a imagem de família fica garantida com a enorme grelha dianteira com o logo da marca mesmo ao centro e que termina nas óticas dianteiras de desenho bastante esguio e com a tecnologia de iluminação totalmente em LED a permitir um maior arrojo no seu desenho. O mesmo acontece com as óticas traseiras do CX-30, com um desenho semelhante e com os elementos redondos nas extremidades a servirem como elemento diferenciador. Também aqui a maior área visual em plástico sem pintura, acaba por disfarçar a maior altura da carroçaria face ao Mazda 3, o que, em conjunto com uma linha de cintura muito elevada e com as dimensões das janelas laterais mais reduzidas, deixam este modelo com um visual muito semelhante à opção de que deriva, mas com o óbvio acrescento em altura. 

O condutor como protagonista – A bordo do Mazda CX-30, o pergaminho mais comum é aquele que acompanha a marca praticamente desde o seu início e que faz do condutor o protagonista. Tanto no CX-30 como em qualquer outro Mazda, os elementos de maior destaque são os que estão destinados à condução. A posição dos pedais, do comando da caixa de velocidades, da coluna da direção e o próprio assento permitem obter uma posição de condução excelente e que consegue transmitir ao condutor toda e qualquer reação de movimento, ajudando-o a obter a melhor experiência possível. Com esta nova geração de modelos, no entanto, a Mazda foi ainda mais longe. No tablier, todos os elementos secundários passaram a ter uma presença mais discreta e foi criado um desenho com linhas fluidas e limpas, sem arestas desnecessárias, traços ou elementos visuais que possam conquistar qualquer fração de atenção. A maioria dos comandos está encaixada na consola central, com um comando rotativo destinado a percorrer os mais variados sistemas e funções que podem ser visualizados através do monitor instalado no topo do tablier, numa posição central e que inclui comandos táteis, mas apenas quando o CX-30 se encontra imobilizado. A posição de condução oferece uma melhor visualização sobre a maioria dos ângulos, sendo que os pilares dianteiros e os centrais também foram viram o seu formato otimizado justamente pela mesma razão. Além disso, a ergonomia dos assentos foi pensada para oferecer o máximo de conforto e em conjunto com a abertura das portas mais ampla e mais ampla em altura, também contribuem para que seja mais fácil entrar e sair do CX-30. 

Máximo de espaço a bordo – Neste novo modelo, a Mazda tentou encontrar e explorar todos os espaços e recantos que por vezes ficam disponíveis, sem qualquer utilização, com o objetivo de oferecer o máximo de espaço a bordo, mas também para bagagens. É devido a isso que estão disponíveis diversos e amplos espaços de arrumação no habitáculo, mas também 430 litros de capacidade na bagageira do CX-30. E para aceder a este compartimento de forma simples, o plano de carga foi colocado a pouco mais de 73 cm face ao piso, não exigindo tanto esforço na altura de carregar ou descarregar objetos de maiores dimensões. Opcionalmente, o CX-30 pode ser equipado com a abertura e fecho da tampa da bagageira com comando elétrico. Com as versões de equipamento mais elevado, o habitáculo do CX-30 pode incluir estofos em couro e diversos revestimentos forrados em pele, no tablier, nos painéis das portas e na consola central. E estes podem ser disponibilizados em dois esquemas de cores: Dark Brown, acompanhado de pele negra ou branca, ou Dark Blue, com pele negra ou Greige, que é um tom mais acinzentado. 

Ampla gama de motores – Disponível para o novo CX-30, a Mazda disponibiliza uma ampla gama de motores que inclui uma tradicional opção diesel de 1,8 litros e 116 cv de potência, mas também duas opções a gasolina. A primeira, a SKYACTIV-G, inclui um sistema mild hybrid com uma voltagem de 24V, que inclui uma bateria e um pequeno motor elétrico com a missão de ajudar o bloco a gasolina quando este precisa, otimizando os gastos de combustível e as emissões poluentes. Além disso, esta motorização ainda inclui um sistema de desativação de cilindros, podendo circular com apenas dois quando não é exigida a presença dos quatro. A potência máxima ronda os 122 cv às 6000 rpm e o binário máximo é de 213 Nm. A segunda motorização a gasolina da gama CX-30 é um dos projetos que mais orgulho traz para a equipa de engenheiros da Mazda. Combina os melhores trunfos das motorizações a gasolina e diesel, sempre com o objetivo de conquistar as médias de consumo mais comedidas. Na motorização SKYACTIV-X está presente um sistema de velas de ignição, tal como acontece nos motores a gasolina, mas também um sistema de ignição por compressão, que normalmente encontramos nos motores a gasóleo. Em conjunto, conseguem otimizar o funcionamento de todo o processo de combustão da melhor forma possível e consoante seja necessário, oferecendo, em simultâneo, uma melhor resposta nos regimes mais baixos, mas também uma maior linearidade de utilização e uma facilidade de subida de regime, tal como é mais habitual nos motores a gasolina. Esta motorização SKYACTIV-X também inclui o sistema mild hybrid, mas a potência máxima chega aos 180 cv, funcionando como uma alternativa à opção de 122 cv que a Mazda também disponibiliza. O sistema de tração integral i-Activ foi também desenvolvido com o objetivo de oferecer a melhor experiência de condução possível e inclui mesmo um sistema de vectorização de binário. Além disso, foi afinado para que os seus préstimos não prejudicassem em nada o consumo de combustível, mantendo uma condução suave e com uma estabilidade elevada. As versões de apenas duas rodas motrizes, no entanto, não ficaram esquecidas e também incluem agora o sistema GVC Plus, que simula uma vectorização de binário mas que atua no sistema de travagem e não na aceleração, ajudando a manter uma trajetória perfeita, mesmo quando as condições do piso estão longe de o fazer. 

Ambiente a bordo – Em estradas com o piso mais degradado, no entanto, é onde fica mais fácil percebermos todo o trabalho que foi feito em termos de redução de vibrações e de ruído, que contribuem para um ambiente a bordo muito mais cativante e descontraído. Justamente aquilo que se deseja para apreciar da melhor forma o novo sistema de som de alta fidelidade com surround, desenvolvido pela Bose para este modelo e que estudou da melhor forma possível a melhor localização para todos os 12 altifalantes para oferecer a melhor experiência de áudio a bordo, com um particular foco em graves mais poderosos e na forma como estes nos chegam aos ouvidos. O sistema de infoentretenimento presente a bordo do Mazda CX-30 já inclui as mais recentes opções de conectividade que não dispensam as funções Android Auto ou Apple CarPlay para que se possam ligar quase todos os equipamentos disponíveis no mercado. Além disso, este novo sistema inclui ainda o manual de instruções do carro em formato digital para que o acesso às informações desejadas seja mais simples e intuitivo do que o habitual livro que costuma morar no porta-luvas, ocupando uma boa percentagem do seu espaço. 

Oferta no mercado nacional – O Mazda CX-30 já se encontra em comercialização no mercado nacional e os seus preços começam ligeiramente abaixo dos 28 mil euros. A versão de acesso é a Evolve, equipada com o motor Skyactiv-G de dois litros, a gasolina, com 122 cv, caixa de velocidades manual e tração dianteira. No entanto, a oferta é bastante variada e conta igualmente com versões de tração integral, com uma caixa de velocidades automática, com o motor a gasolina SKYACTIV-X de 180 cv de que lhe falámos há pouco e até com uma opção diesel de 1,8 litros e 116 cv de potência. Em termos de equipamento, há diversos pacotes que se podem adicionar à versão Evolve, como o Active ou o Sport Safety and Sound. Mas se preferir pagar mais um pouco e simplificar toda esta escolha, basta optar pelo nível de equipamento Excellence, que inclui tudo isto e apenas deixa para si a escolha da cor da carroçaria. Ainda que, neste ponto, a Mazda também tenha simplificado bastante a escolha, uma vez que o seu Soul Red parece ser uma opção perfeita para todos os modelos que tem disponível atualmente. 



Categoria: Motores

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