BMW GS ATLANTIC EXPERIENCE 2021

DEVORAR QUILÓMETROS NO MEIO DO ATLÂNTICOPela iniciativa da BMW Motorrad, a Atlantic Experience 2021 levou-nos até um dos últimos paraísos à face da terra, os Açores, onde tivemos oportunidade de enfrentar caminhos retorcidos, com subidas e descidas no meio de terra húmida, vacas e nevoeiro. A BMW GS Experience é um evento anual que reúne um conjunto de convidados, entre jornalistas e embaixadores da marca, com o objetivo de lhes proporcionar uns dias de diversão intensa, enquanto exploram as suas capacidades, mas também as de um modelo de duas rodas que já se tornou num dos mais míticos do planeta.  

A BMW GS conquistou o seu lugar no mundo dos mais aventureiros e as suas vertentes estradistas são mais do que reconhecidas, mesmo quando a estrada de que falamos, por vezes, seja daquelas que nem sequer faz parte de nenhum tipo de cartografia. Esta experiência mais aventureira já conheceu diversos destinos, espalhados por diversos recantos do mundo, mas esta Atlantic Experience 2021 para a qual fomos convidados é da responsabilidade da BMW Motorrad Portugal e teve o objetivo de nos levar até um dos últimos paraísos à face da terra, os Açores. São cerca de duas horas e meia de voo, partindo de Lisboa, até ao meio do oceano Atlântico, onde se situa este fantástico arquipélago que volta a receber uma GS Experience. 

 

PARTIR À AVENTURA – A aventura propriamente dita começou na adega da Azores Wine Company na ilha do Pico. Foi este o lugar escolhido para começar a explorar da melhor forma a gastronomia da ilha, mas também os fabulosos vinhos produzidos em solo vulcânico, por entre os diversos quilómetros de muros de basalto dos currais de vinha. O momento mais tranquilo serviu também como introdução aos dois dias que se seguiram, com os tipos de trilho que iríamos enfrentar e a frota que iríamos ter à nossa disposição. 

A presença das R 1250 GS na sua versão normal e Adventure, mas também das F 850 GS em ambas as versões, era mais do que obrigatória, mas a novidade estava na opção mais compacta da gama, a G 310 GS, perfeita para quem pretende iniciar a sua aventura com um modelo mais pequeno, ágil e com um valor de aquisição mais simpático. Mais estranha foi a presença da R nineT Urban, mas não nos podemos esquecer que esta também inclui o GS na sua designação, ainda que o seu objetivo seja mais cativar pelo estilo, do que pelas suas capacidades mais aventureiras. Ainda assim, tudo faz parte da experiência. 

 

DESFRUTAR DA PAISAGEM – No primeiro dia, não há como não admirar todo o cenário que nos rodeia. O Pico parece estar sempre de olho no grupo, à medida que percorremos a estrada pela costa até ao ferry que nos levou à cidade da Horta, na ilha do Faial. O início desta viagem em modo mais urbano parece ser o mais adequado para a pequena G 310 GS, ainda que a ideia não seja ficar aqui por entre ruas e vielas e sim atravessar a ilha até ao lado oposto, numa distância em torno dos 25 quilómetros. A ideia, no entanto, é que foram mais do que isso, pelo retorcido trajeto que começa a pôr à prova os pilotos da gama GS, através do constante nevoeiro, de estradas mais degradadas e de outras que parecem ser as adequadas aos modelos mais aventureiros da BMW Motorrad. 

A chegada ao vulcão dos Capelinhos é de uma beleza sombria e arrebatadora, que nos deixa com vontade de fotografar os mais variados ângulos deste cenário que mais parece uma pintura, ou apenas reservar uns minutos para contemplar este acrescento de terra junto do antigo farol, mesmo ao lado do centro de interpretação do vulcão. A viagem continuou por mais caminhos retorcidos, com subidas e descidas no meio de terra húmida, vacas, mais nevoeiro e ainda mais vacas, mas no meio de diversos tons de verde que enchem a paisagem de uma beleza incrível como quase só mesmo os Açores nos conseguem oferecer. 

A PREFERIDA DO GRUPO – No meio de todas estas experiências, não há como não escolher a R 1250 GS Adventure como a nossa preferida do grupo. Apesar do seu enorme tamanho e peso composto, a facilidade com que digere a maioria das irregularidades e tipos de piso só faz com que tudo pareça bem mais simples para quem está aos seus comandos, seja instalado no seu confortável assento, ou de pé, para um melhor controlo em algumas zonas. Bastam apenas alguns quilómetros para que o peso do conjunto pareça muito menos do que é na realidade e que a viagem se torne ainda mais agradável e não um constante desafio. 

O fechar do dia na ilha do Faial não podia terminar sem uma passagem no obrigatório Peter’s Café Sport na cidade da Horta, o local perfeito para o balanço do dia e o início de mais um serão de convívio, acompanhado de boa comida e da hospitalidade deste arquipélago no meio do oceano Atlântico, antes de regressar ao hotel, para uma noite de merecido descanso. Afinal, este foi apenas o primeiro de dois dias intensos. 

NA ILHA DO PICO – Na manhã do segundo dia o sol pareceu querer espreitar, revelando o azul do céu em diversas áreas, mas também a presença do enorme Pico, o ponto mais alto de Portugal, que caracteriza a ilha onde passámos o segundo dia da BMW GS Atlantic Experience 2021. Os primeiros quilómetros de trajeto levaram-nos rapidamente para uma espécie de asfalto irregular e com um misto de zonas rugosas e outras polidas, no meio dos tons mais vivos, mas também por entre momentos de nevoeiro mais cerrado, nos quais a visibilidade esconde os animais de quatro patas típicos da região e nos tapam a vista do enorme Pico que serve sempre de cenário nesta ilha. 

Depois de alguns quilómetros a subir, chegámos à Casa da Montanha, que é dos pontos mais altos até onde podemos conduzir e onde se inicia a viagem dos mais aventureiros que desejam caminhar até ao topo do Pico. É neste trilho que se consegue explorar da melhor forma os contornos criados pela lava e as cores das rochas vulcânicas que formaram todo este cenário. Mas a nossa aventura foi mais pensada para a estrada e a melhor opção é mesmo continuar aos comandos das GS. Até porque na continuação da estrada, há agora uma dose de asfalto novo e de qualidade melhorada face ao que tínhamos encontrado antes, o que nos permitiu devorar quilómetros a um ritmo mais elevado e fazer o gosto ao dedo graças aos préstimos do boxer bicilíndrico e da sua sonoridade muito característica. O nevoeiro característico do topo da montanha começa agora a dissipar-se, à medida que regressamos à costa, passando novamente pelas vinhas embrulhadas em muros de basalto e voltamos aos cenários idílicos com o Pico de fundo, misturados com os tons mais escuros das praias rochosas de areia mais escura. 

No final, e ainda antes de terminar a aventura, o sentimento geral já era o de querer voltar. O espírito de aventura e de partilha da BMW GS Atlantic Experience 2021 lembrou-nos do quanto gostamos deste tipo de eventos e do que o mundo das GS inclui. Mesmo a R nineT, que foi a que nos parecia menos adequada, manteve o ritmo e não desiludiu, ainda que a bastantes furos de distância da rainha deste conjunto, a R 1250 GS Adventure. 

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