LUÍS PISCO

“OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ESTÃO CANSADOS, MAS MOTIVADOS E CONSCIENTES DE QUE FIZERAM UM BOM TRABALHO”Licenciado em Medicina, pela Universidade de Coimbra, e especialista em Medicina Familiar e do Trabalho, Luís Pisco é o atual presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Luís Pisco, que coordenou a Missão para os Cuidados de Saúde Primários, afirma que neste campo há ainda “muita coisa a fazer”, em Portugal. “Fizemos uma reforma dos Cuidados de Saúde Primários, que começou em 2005 e que ainda não está completa. Seria necessário pegar no melhor daquilo que foi feito e tentar dar um salto qualitativo”, sublinha. Inquieto com o cenário de falta de médicos de Medicina Geral e Familiar na região de Lisboa e Vale do Tejo, para o presidente do Conselho Diretivo da ARSLVT, é importante “repensar a forma como incentivávamos os jovens médicos a escolher a carreira de Medicina Geral e Familiar”, sendo que, tal como refere, é muito importante “melhorar a acessibilidade ao médico de família e à equipa de saúde da família”. Quando questionado sobre a atuação, quer de quem gere a saúde em Portugal, quer dos profissionais de saúde, durante a pandemia de Covid-19, que ainda estamos a viver, Luís Pisco é perentório: “Penso que a população ficou, seguramente, com uma ideia de que foi um trabalho bem feito, quer a nível de quem gere (a Direção-Geral da Saúde, o vice-almirante Gouveia e Melo, os presidentes de Câmara), quer por parte daqueles que, no dia a dia, tiveram de dar o seu melhor: médicos, enfermeiros, farmacêuticos”. No futuro, o médico pede algum cuidado e precaução, uma vez que, tal como sublinha, “esta pandemia já nos habituou a, quando pensamos que as coisas estão bem, poder haver uma nova variante”. Embora Portugal esteja, atualmente, com uma taxa de vacinação superior à maioria dos restantes países, a verdade é que existem ainda muitas zonas no mundo em que a pandemia está “à solta”, e com as com as pessoas a poderem viajar, “com grande facilidade”, entre os continentes, o melhor é mesmo manter uma “expetativa armada” e “monitorizar as estirpes que estão em circulação”, conclui Luís Pisco.   

COMO É QUE DEFINIRIA O ATUAL ESTADO DE DESENVOLVIMENTO DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS, EM PORTUGAL? ESTAMOS AO NÍVEL DE OUTROS PAÍSES EUROPEUS?

Eu diria que muita coisa foi feita, muita coisa há para fazer. Um estudo ainda relativamente recente, que compara os cuidados primários de 36 países europeus, colocava Portugal numa boa posição: entre os cinco ou seis primeiros países mais orientados para os Cuidados de Saúde Primários. 

VÊ FALHAS NO SISTEMA? 

Há sempre coisas que poderíamos fazer melhor. Fizemos uma reforma dos Cuidados de Saúde Primários, que começou em 2005 e que ainda não está completa. Seria necessário pegar no melhor daquilo que foi feito e tentar dar um salto qualitativo, nomeadamente em alguns aspetos, como, por exemplo, o acesso aos Cuidados de Saúde Primários; o atendimento fora de horas; o atendimento na doença aguda. Porque há coisas que já fazemos muito bem, tal como a gestão da doença crónica ou a vacinação, e outras em que provavelmente seria melhor investirmos mais, nomeadamente na doença aguda e no acesso a este tipo de cuidados. 

COMO CARACTERIZA O ESTADO DA REFORMA DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS?

Seria preciso revisitá-la. Houve coisas que melhoraram significativamente nos Cuidados de Saúde Primários, principalmente o trabalho em equipa; alguma forma de pagamento por desempenho; todo o sistema de monitorização daquilo que fazemos (temos informação de retorno de muito boa qualidade, em qualquer parte do mundo); melhorámos muito na área das infraestruturas. Mas era preciso, por um lado, repensar a forma como incentivávamos os jovens médicos a escolher a carreira de Medicina Geral e Familiar, e isso tem sido um problema, uma vez que esta não é das especialidades mais escolhidas. Teríamos de ver como é que podemos melhorar a acessibilidade ao médico de família e à equipa de saúde da família. 

QUAL A SITUAÇÃO QUE SE VIVE ATUALMENTE NA ARSLVT? TEMOS MÉDICOS A MAIS OU, POR OUTRO LADO, FALTA DELES?

Temos falta de médicos. Lisboa e Vale do Tejo é o caso mais paradigmático de falta de médicos. Também é evidente que é o local do país onde existe mais população, a ARSLVT é responsável pela saúde e bem-estar de 3 milhões e 600 mil pessoas, um pouco mais de um terço do país é representado por esta ARS. Não conseguimos formar a quantidade de médicos suficiente para as necessidades que temos. Isso fez com que nos últimos anos fôssemos obrigados a procurar médicos noutras zonas do país, nomeadamente no Norte, onde a taxa de cobertura por médico de família e por equipas de saúde de família é francamente melhor do que a nossa. 

QUANDO É QUE AS USF (UNIDADES DE SAÚDE FAMILIAR) E OUTRAS UNIDADES DE CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS VÃO RETOMAR O SEU NORMAL FUNCIONAMENTO, COM MARCAÇÕES DE CONSULTAS E ATENDIMENTO, DITO, REGULAR?

De alguma maneira, já estão a retomar, e já temos alguns índices de produtividade semelhantes a 2019, que foi o último ano “normal”, uma vez que em 2020 começou a pandemia de Covid-19. Neste momento está a ser feito um esforço muito grande para se retomar as consultas presenciais, retomar, por exemplo, toda a parte da promoção da saúde e da prevenção da doença, nomeadamente os rastreios – e estamos a ter bons resultados. Também o atendimento das doenças agudas, fora de horas, vai ter de ser retomado. Não queremos perder algumas das coisas boas que aprendemos com a pandemia, como o contacto e a monitorização à distância, que são coisas que vieram para ficar e que são mais-valias para a nossa forma de trabalhar. 

DEPOIS DESTES DOIS ANOS DE PANDEMIA, QUAL É, NA SUA OPINIÃO, O ESTADO DOS PROFISSIONAIS QUE ESTÃO NO TERRENO?

Os profissionais estão cansados, mas estão animados. Penso que se foram apercebendo de que os portugueses reconheceram o enorme trabalho desenvolvido, bem como o claro o esforço de manter em simultâneo as atividades normais, quer nos hospitais, quer nas unidades de cuidados primários. Para além disso, é importante referir que praticamente 95% dos casos de Covid-19 foram tratados em casa, com o apoio de médicos de família e de equipas de saúde da família. Eu diria que os profissionais de saúde estão cansados, mas motivados e conscientes de que fizeram um bom trabalho. 

NA SUA OPINIÃO, AO LONGO DESTES DOIS ANOS, O GOVERNO E, EM PARTICULAR, O MINISTÉRIO DA SAÚDE CONDUZIRAM AS COISAS DA MELHOR FORMA POSSÍVEL?

Seguramente! Estamos a falar de uma situação que ninguém conhecia, era completamente desconhecida. Nunca tínhamos enfrentado uma pandemia deste tipo, e qualquer governo ou ministério da Saúde estaria a fazer uma coisa completamente nova. Estou absolutamente seguro de que as pessoas responsáveis pelo Ministério da Saúde fizeram o que estava ao seu alcance, com os dados que tinham.  

NO INÍCIO DESTE ANO, LISBOA E VALE DO TEJO REGISTOU UM DOS MAIORES ÍNDICES DE INFETADOS COM COVID-19. ACHA QUE ESTE ANO ESTE CENÁRIO PODE VOLTAR A REPETIR-SE, POR EXEMPLO, NO INVERNO? 

Não. Nós no dia 29 de janeiro de 2021 tivemos, num só dia, 8629 novos casos de Covid na região, o que é, de facto, um número assustador. Felizmente, esses números baixaram significativamente e, neste último surto que tivemos, os números já não subiram tanto. Penso que houve aqui um fator que diferenciou a segunda fase da pandemia desta terceira, que foi a vacinação. Foi uma corrida contra o tempo, houve uma noção de que vacinar as pessoas, o mais depressa e na maior quantidade possível, seria um dos poucos instrumentos que tínhamos, que era efetivo e que podia reduzir o número de casos. E foi o que aconteceu. De facto, nesta terceira vaga, apesar de ser uma estirpe agressiva – fomos dos primeiros a enfrentá-la – que provocou muitas dificuldades até em países com melhores condições do que nós, em Portugal nunca esteve em causa a capacidade de resposta dos cuidados intensivos ou das enfermarias. Atingimos essa pior fase em janeiro deste ano e, muito provavelmente, se tudo correr normalmente, não vamos voltar a enfrentar uma situação como essa. 

VAMOS ESTAR PREPARADOS PARA O OUTONO E INVERNO QUE VÃO COMEÇAR? VAMOS COMETER OS MESMOS ERROS DO ANO PASSADO?

Temos uma grande diferença que é a enorme taxa de vacinação que Portugal conseguiu. Temos a noção do que se passa, inclusivamente isso é transversal na sociedade portuguesa, bastar ver a grande percentagem de jovens que aderiram à vacinação. É de referir também que, embora já não seja obrigatório o uso de máscara na rua, é notória a quantidade de pessoas que, espontaneamente, disse que iria continuar a trazer a máscara no bolso e a utilizá-la quando considerasse necessário. Penso que as pessoas aprenderam com o que se passou e irão alterar os seus comportamentos. 

 

PODER-SE-IA TER EVITADO ALGUMAS MORTES COM UMA GESTÃO DE MEDIDAS MAIS APERTADAS?

É sempre difícil especular! Por vezes, temos matemáticos a fazer cálculos, mas do que nós temos noção é de que os hospitais fizeram o seu melhor. No período pior, em que estiveram com uma sobrecarga tremenda, abriram-se camas nos cuidados intensivos em quantidade suficiente para todos os casos, penso que tudo foi feito. É óbvio que foram muitos casos e também ainda estávamos a aprender com a pandemia, mas creio que foi feito o melhor possível. 

TEM ALGUMA SUGESTÃO PARA O NATAL DESTE ANO? 

Que seja diferente do ano passado. Basicamente, que haja consciência de que os nossos comportamentos podem determinar os casos de pandemia que vamos ter no futuro. Todos preveem que possa haver problemas com a gripe, mas acho que a generalidade dos portugueses se apercebeu da mais-valia que é a vacinação, seja contra a gripe, seja contra a Covid. 

 

O QUE LEVOU, NA SUA OPINIÃO, A SERMOS, NUM MOMENTO, OS MELHORES EM TERMOS TRANSMISSÃO DO VÍRUS E NÚMERO DE INFEÇÕES E, LOGO A SEGUIR, A OCUPARMOS O FIM DA TABELA A NÍVEL EUROPEU?

Na verdade, e sobretudo aqui, na região de Lisboa e Vale do Tejo – tirando o primeiro surto que começou no Norte, com aqueles casos importados de Itália –, fomos os primeiros, praticamente a nível mundial e depois da Inglaterra, a ter as variantes Alfa e Delta. Estas eram estirpes muito mais agressivas, que se espalhavam com muito mais velocidade, o que fez com que, de facto, Lisboa e Vale do Tejo tivesse uma incidência enorme, que dificultou esse combate. Não fosse o caso de se ter avançado tanto na vacinação, provavelmente, as consequências teriam sido muito maiores. 

O VICE-ALMIRANTE GOUVEIA E MELO FOI, REALMENTE, O MELHOR QUE NOS ACONTECEU? O QUE MUDOU QUANDO ASSUMIU AS RÉDEAS DA VACINAÇÃO EM PORTUGAL?

O vice-almirante veio corporizar uma coisa que é muito necessária na saúde, que é o rigor, o método, o empenho. Ele tinha trabalhado aqui connosco na ARS, precisamente porque é um especialista na área da logística (nós, sendo a maior ARS do país, tínhamos pedido ao almirante Silva Ribeiro um apoio). Aliás, tivemos o apoio de militares ao longo de todo este processo, quer na monitorização do que se passava nos hospitais, quer num pavilhão que os militares geriram autonomamente. Penso que esse método, esse rigor, essa disciplina, que o vice-almirante trouxe foi muito positivo, sabendo que teve um batalhão de soldados muito empenhados.  

 

JÁ MENCIONOU VÁRIAS VEZES QUE CONSIDERA A VACINA O NOSSO MELHOR ALIADO. E QUANTO À TERCEIRA DOSE?

Muito provavelmente, à semelhança de outras vacinas, não há ainda decisão, só para os mais fragilizados. Mas estou convicto de que, mais tarde ou mais cedo, com a doença a tornar-se algo habitual nas nossas vidas – poderá não desaparecer completamente –, é bem possível que venha a surgir uma terceira dose, ou até que se transforme numa vacina anual, como acontece com a da gripe. Se conseguirmos evitar tudo o que já vivemos, que venha então a terceira vacina. 

O QUE PODEMOS ESPERAR, NA SUA OPINIÃO, AO NÍVEL DA IMUNIDADE?

Não há nenhum estudo científico que nos diga qual é o prazo em que a vacina vai ter efeito protetor, esses estudos estão a ser feitos. O que iremos saber é que há vários tipos de imunidade, contudo, este é um assunto sobre o qual ainda sabemos muito pouco. Até ao momento, todas as vacinas têm sido efetivas para as estirpes que temos a circular entre nós, pelo que não há nada que nos leve a crer que esse cenário vai mudar. Mas seria importante que os países mais ricos ajudassem os mais pobres a vacinarem-se, o que, para além de um ato de nobreza, é também uma defesa para os países mais ricos.  

 

QUANDO OS CENTROS DE VACINAÇÃO COVID FOREM DESATIVADOS, COMO DEVERÃO SER INTEGRADOS, NA SUA OPINIÃO, OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUE NESTE MOMENTO FAZEM PARTE DESTES MESMOS CENTROS DE VACINAÇÃO?

Muitos dos profissionais são dos Cuidados de Saúde Primários, são médicos e enfermeiros que voltarão a fazer a sua atividade normal. Outros foram contratados por Câmaras Municipais, a empresas. Há também muitos que são enfermeiros em hospitais, que  têm o seu trabalho e que fizeram algumas horas suplementares para dar uma ajuda neste processo de vacinação. Agora, é de referir que houve um empenho enorme das Câmaras Municipais, quer na montagem dos equipamentos, quer na cedência de pessoal, até de voluntários. Houve casos fantásticos de associações de utentes – por exemplo na zona do Seixal –, Câmaras Municipais que cederam funcionários seus, nomeadamente psicólogos, administrativos, para os pavilhões de vacinação, ou mesmo para os inquéritos epidemiológicos. Nas fases mais agudas da pandemia tudo se joga na velocidade com que se identifica e se coloca os infetados em confinamento e isso era feito através de telefonemas que, muitas vezes, também foram feitos por elementos das Câmaras, das Forças Armadas, pelos estudantes de Medicina e de Enfermagem. Houve muitas pessoas que colaboraram de forma muito ativa neste processo. 

 

O QUE MAIS TEME NA ERA PÓS-COVID? 

Tenho receio de que não se aprenda com as lições do passado. Seria trágico que não olhássemos para aquilo que aconteceu. Por exemplo, o caso dos lares é paradigmático. Foi chocante, foi trágico, ver a quantidade de idosos que morreu porque nós não tivemos a capacidade de resolver esse problema. Voltar a uma situação dessas seria inadmissível e seria a pior coisa que nos poderia acontecer. Não nos podemos esquecer do que aprendemos com esta pandemia.  

 

QUAIS SERÃO, NA SUA OPINIÃO, AS DOENÇAS QUE MAIS SE VÃO RESSENTIR DEPOIS DE DOIS ANOS DE PANDEMIA?

As doenças crónicas, como a hipertensão ou a diabetes, teremos capacidade de recuperar. O mais preocupante são as situações neoplásicas, qualquer caso em que tenha havido atraso no diagnóstico e que esse atraso possa ter consequências sobre o resultado final dessa doença. 

CONCORDA COM AS MEDIDAS JÁ ANUNCIADAS PARA O PRÓXIMO ANO LETIVO? DEVERIAM SER MAIS APERTADAS? 

Não, penso que foram concertadas entre a Saúde e a Educação. Epidemiologicamente falando, a situação alterou-se. Existe uma concertação entre Saúde e Educação, no sentido de se ter as melhores práticas para que, por um lado, as aulas sejam presenciais – porque os alunos beneficiam com isso – e, por outro, para que não voltemos à situação anterior de ter que estar em casa, com aulas à distância. A Direção-Geral da Saúde tem dado mostras de bom senso, ponderação e de recomendação daquelas que são as medidas mais indicadas, em determinado momento – à luz das informações que temos. A verdade é que as coisas mudam com grande facilidade, e aquilo que sabemos hoje pode ser diferente daquilo que sabemos daqui a dois ou a três meses. 

COM 85% DA POPULAÇÃO VACINADA PODEMOS CONSIDERAR QUE, FINALMENTE, TEMOS A PANDEMIA CONTROLADA? 

Eu seria sempre muito cauteloso, uma vez que esta pandemia já nos habituou a, quando pensamos que as coisas estão bem, poder haver uma nova variante. Com zonas no mundo em que a pandemia ainda está um pouco à solta, e com as pessoas a poderem viajar, com grande facilidade, entre os continentes, eu nunca diria que estamos completamente sossegados. Temos de estar muito atentos e monitorizar as estirpes que estão em circulação. Uma expetativa armada será muito útil nos próximos meses.  

 

ALGUMA MENSAGEM QUE QUEIRA DEIXAR AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E OUTROS INTERVENIENTES QUE PARTICIPARAM, ATIVAMENTE, NO CONTROLO DESTA PANDEMIA?  

Normalmente temos a ideia de que os portugueses são desorganizados, desarrumados, um povo que não faz as coisas bem. Esta pandemia veio mostrar que as pessoas conseguiram unir-se, conseguiram trabalhar em conjunto, todos deram o seu melhor. 

Penso que a população ficou, seguramente, com uma ideia de que foi um trabalho bem feito, quer a nível de quem gere (a Direção-Geral da Saúde, o vice-almirante Gouveia e Melo, os presidentes de Câmara), quer por parte daqueles que, no dia a dia, tiveram de dar o seu melhor: médicos, enfermeiros, farmacêuticos, que estiveram nos CVC (Centros de Vacinação Covid), dia após dia, semana após semana, fins de semana. 

Uma nota também para a população, no geral, que acreditou que a vacina era o melhor que tínhamos e que se deslocou, em massa, para ser vacinada.  

 

TEM UM SENTIMENTO DE MISSÃO CUMPRIDA? 

Seguramente, tenho consciência de que na minha região as pessoas esforçaram-se e colaboraram. Estiveram, verdadeiramente, à altura. 

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