RED BULL AIR RACE WORLD CHAMPIONSHIP

PURA ADRENALINA

As margens do rio Douro – entre as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia – receberam, 10 anos depois da estreia, os melhores pilotos da aviação desportiva, com a sexta etapa de 2017 do Red Bull Air Race World Championship. O checo Martin Sonka foi o vencedor desta etapa.

 

Muita coisa mudou desde a última etapa realizada neste cenário, em 2009. Há nomes que certamente ainda fazem parte da memória dos fãs portugueses, como é o caso do norte-americano Kirby Chambliss, que ficou em segundo lugar na edição de 2008. No entanto, para metade dos pilotos que participaram na competição, o traçado foi uma novidade absoluta. Um dado que reflete bem a renovação natural deste desporto. A etapa começou com uma sessão de autógrafos com os pilotos, ao fim da tarde do primeiro dia da competição. Este foi o momento em que as portas do aeroporto da Red Bull Air Race – situado no Parque da Cidade – se abriram para os fãs e no qual foi possível um contato muito próximo com os pilotos, aviões e respetivas equipas. No segundo dia tiveram lugar as qualificações, ficando o último dia reservado para as restantes rondas da competição. Nesta etapa, Martin Sonka conseguiu o segundo triunfo da época e da sua carreira, depois de vencer em Abu Dhabi, e saltou para a liderança do campeonato.  Pelo meio, houve espaço para muitos momentos marcantes relacionados com a aviação e a arte de voar, com a presença no traçado de esquadrilhas acrobáticas, atletas de parapente e skydive e um autêntico desfile de máquinas históricas. Entre estas, destaque para o imponente DC-6 Douglas, que durante décadas foi propriedade do marechal Tito, nas suas deslocações enquanto presidente da Jugoslávia.

 

Presença notada

O público pôde acompanhar toda a ação nas margens do Porto e de Gaia, em vastas áreas de acesso livre onde foram montados também ecrãs gigantes – permitindo assim reter os melhores momentos com o apoio de comentadores especializados. Nos dois dias de prova, 850 mil pessoas terão assistido ao vivo à competição, o que constitui um novo recorde. Com esta etapa a bater todos os recordes de assistência da temporada, é expectável que em 2018 volte a haver uma edição nas margens do Douro. Essa convicção foi salientada pelo ministro da Economia, que assistiu à prova em Gaia. Já no primeiro dia do evento, o presidente da Câmara Municipal do Porto revelou a vontade de em 2018 voltar a acolher a Red Bull Air Race World Championship, estando, porém, tudo condicionado pelas eleições autárquicas de 1 de outubro. Para a prova ter regressado ao Porto e a Gaia, o Turismo de Portugal pagou 1,5 milhões de euros, enquanto a entidade Turismo do Porto e Norte de Portugal, juntamente com as duas câmaras, avançou com valor idêntico. A esta verba somou-se quase mais um milhão de euros em custos extra de organização. O retorno económico para o Porto e para Gaia é muito difícil de quantificar, mas certamente que o investimento feito foi compensado.