RENAULT ZOE

12 de Agosto de 2019

ANTECIPAR O FUTURO – Desde o início da sua comercialização que o Renault Zoe parece uma versão futurista do Clio, uma que regressou ao passado apenas com a missão de nos dar uma ideia do que aí vem nas próximas décadas. E com a nova geração deste modelo, o futuro que podemos espreitar parece ser ainda melhor. 

Num momento em que a maioria dos consumidores da Renault estava formatada com os detalhes e traços do Clio da altura e a desejar algo mais futurista e moderno, a marca francesa mostrou-nos o Zoe Z.E. Concept, um modelo compacto do mesmo tamanho do utilitário da marca, mas com um desenho muito mais evoluído e perfeitamente compatível com um filme de ficção científica. Uma grande percentagem da imprensa especializada e muitos dos entusiastas da marca não evitaram comentar de imediato que se tratava da próxima geração do utilitário francês, até porque fazia bastante sentido. Mas a Renault provou que estava um passo à frente de todo este raciocínio e o concept que nos mostrou, afinal, viria a ser o seu primeiro modelo elétrico de produção mais elevada, desenvolvido no seio da Aliança, onde também já habitava o Nissan Leaf. Esta história, no entanto, já tem uma década, e nestes últimos 10 anos já foram comercializadas mais de 150 mil unidades do Renault Zoe, que já percorreram o equivalente a 4 biliões de quilómetros. E entretanto, o mundo dos automóveis elétricos tem evoluído a uma velocidade estonteante. 

Inovações estéticas – A nova geração do Renault Zoe conta com algumas modificações em termos visuais. Na passagem da primeira para a segunda geração, apenas a autonomia foi revista, graças a um novo sistema de baterias, mas agora o Zoe inclui novos grupos óticos dianteiros e traseiros e novos painéis de carroçaria, como o capot, por exemplo. As primeiras diferenças que identificamos no novo Renault são mesmo os grupos óticos, com as luzes de condução diurna integradas e com um desenho mais elaborado. Em vez dos três pontos em LED, encaixados nas extremidades do para-choques dianteiro, a nova geração conta agora com grupos óticos mais evoluídos e com um sistema de iluminação totalmente em LED presente no equipamento de série de todas as versões e que nem sequer dispensa a moda da assinatura visual. Entre os dois grupos óticos dianteiros, a grelha frontal superior tem uma dimensão mínima e serve de moldura ao novo losango da marca holográfico que se mantém como a tampa da tomada de abastecimento de eletricidade. Na secção traseira são também as óticas que ganham o maior destaque, ao serem incluídas no sistema de iluminação totalmente em LED. Em vez de uma interessante escultura de pequenas peças plásticas transparentes, os farolins traseiros do Zoe fazem agora destacar quatro barras horizontais vermelhas em LED e indicadores de mudança de direção dinâmicos. Este novo desenho faz com que a carroçaria do Zoe pareça visualmente mais larga do que é na realidade, conferindo um aspeto um pouco mais desportivo a este modelo. O que também ajuda este ponto são os novos painéis de carroçaria com um desenho mais elaborado, como o do capot, por exemplo, com novos vincos longitudinais e as novas jantes de liga leve, com dimensões que variam entre as 15 e as 17 polegadas de diâmetro. A gama de cores disponíveis para a carroçaria inclui três novos tons (Celadon Blue, Flame Red e Quartz White), perfazendo um total de nove opções. 

Interagir com o novo Zoe – Outro dos pontos em que o novo Renault Zoe evoluiu é na relação entre a máquina e o utilizador, e chamamos-lhe relação porque, agora, o Zoe quase parece ficar feliz assim que nos aproximamos dele. Tal como já acontece há alguns anos com diversos outros modelos da casa francesa, a tradicional chave foi substituída por um cartão que pode ficar sempre na mochila ou no bolso das calças. Mas agora, assim que ficamos no alcance de leitura do sistema e mesmo antes de se destrancar, o Zoe oferece-nos uma espécie de coreografia visual, interpretada pelo sistema de iluminação totalmente em LED, e volta a colocar os espelhos no lugar correto. E assim que ficamos mesmo ao lado do carro, ele destranca-se, permitindo o acesso ao seu interior. A bordo da nova geração do Zoe há ainda mais diferenças a registar, tendo o visual do conjunto beneficiado bastante dos sistemas que têm vindo a ser desenvolvidos para a última geração do Clio apresentada há pouco tempo. Um dos melhores exemplos está no novo painel de instrumentos totalmente digital com um ecrã de 10 polegadas, mas também no monitor central tátil de 9,3 polegadas de diâmetro com um novo grafismo e que inclui todos os sistemas de conectividade da Renault, bem como o sistema de navegação e os comandos do sistema de som desenvolvido pela Bose, consoante as versões do Zoe. Sob este monitor, está uma consola redesenhada, com um novo comando eletrónico da caixa de velocidades, um sistema de travão de estacionamento totalmente automático e até um carregador por indução destinado aos smartphones mais exigentes. Afinal, este é o objeto que lhe vai permitir interagir com o novo Zoe da melhor forma possível. Além disso, a bordo do novo Zoe também encontramos um novo desenho para os comandos da ventilação, diversas tomadas USB para carregamento de dispositivos móveis e um conjunto de melhorias em termos de comandos, que deixam o novo Zoe com uma pontuação mais elevada no capítulo da ergonomia. Mas voltemos à parte em que é necessária a utilização de um smartphone. Através da aplicação My Renault, poderá definir o seu destino no sistema de navegação e diversos outros detalhes, mesmo antes de sair de casa. Se a viagem for mais longa do que a autonomia prevista pela carga existente na bateria, o sistema ainda lhe dá uma ajuda a descobrir os pontos de carregamento disponíveis na rota desejada. Mas através desta mesma aplicação também poderá descobrir qual a percentagem de energia disponível na bateria do Zoe e ajustar a temperatura do habitáculo para que não haja surpresas assim que entrar. 

Surpresas a desvendar – Claro que todas estas coisas nos podem soar muito bem ao ouvido, mas não nos podemos esquecer que estamos a falar de um automóvel totalmente elétrico. Só que neste ponto, a nova geração do Zoe também evoluiu bastante e conta com diversas surpresas. Para começar, por trás da nova tampa com o logo holográfico da Renault está uma tomada Type 2, com um conector compatível com um carregamento rápido até 50 kW. E isto mantendo todas as opções já existentes nas gerações anteriores do Zoe. No que diz respeito à bateria, trata-se de uma nova arquitetura com uma capacidade máxima de 52 kWh, mantendo o mesmo volume do seu antecessor, mas com um aumento de 20% na autonomia, ou seja, um novo total de 390 quilómetros (WLTP). Um valor um pouco diferente dos 150 quilómetros de distância permitidos pela bateria de 22 kWh da primeira geração do Zoe. Os tempos de carregamento também são agora um pouco melhores, e, usando uma convencional Wallbox de apenas 7 kW, o Zoe precisa de 9 horas e 25 minutos para uma carga total da bateria (dos 0 aos 100%), o que representa um ganho de 300 quilómetros de autonomia a cada oito horas. Numa tomada pública de 11 kW, das que já encontramos em diversos pontos da cidade, um carregamento de duas horas equivale a um ganho de 125 quilómetros de autonomia, pelo que não é difícil adivinhar que num carregador de 22 kW, a mesma autonomia se consiga em apenas uma hora. Se estiver em viagem e usar um dos carregadores rápidos existentes nas estações de serviço da autoestrada (50 kW DC), a autonomia pode ser aumentada em cerca de 150 quilómetros, enquanto bebe um café de apenas 30 minutos. Para a nova geração do Renault Zoe, a marca francesa conta também com uma nova motorização de 100 kW (R135), com mais potência, mais binário e uma melhor capacidade de aceleração. Segundo os dados divulgados pela marca, o motor R135 e os seus 245 Nm de binário fazem com que o Zoe acelere dos 80 aos 120 km/h em apenas 7,1 segundos, menos 2,2 segundos do que a versão anterior. A aceleração dos 0 aos 100 km/h é efetuada em menos de 10 segundos e a velocidade máxima foi aumentada para os 140 km/h. 

Ajudas de condução – Destinado aos ritmos mais urbanos e ao ambiente mais citadino, o novo Zoe conta com um novo modo de condução designado apenas pela letra B e que se ativa diretamente no novo comando eletrónico e-shifter da caixa de velocidades. É um sistema muito semelhante ao que já encontramos em modelos como o Nissan Leaf ou o BMW i3 e praticamente dispensa a utilização do pedal do travão. Toda a condução passa a ser feita apenas com o pedal do acelerador, sendo que quando aceleramos menos, o processo de regeneração de energia através da travagem acaba por reduzir a velocidade de uma forma mais determinada que o habitual, simulando um processo de travagem. Ou seja, ao levantarmos o pé do acelerador acabamos por dar início a uma travagem típica de ambiente citadino, mas numa percentagem que não invalida o uso do pedal do travão por completo, sempre que paramos num semáforo, por exemplo. No capítulo das ajudas de condução, o novo Zoe também traz diversas novidades para o segmento em que se insere, e entre os sistemas que inclui, destaque para o reconhecimento de sinais de trânsito e para o alinhamento automático da faixa de rodagem. O sistema de travagem de emergência automática em cidade faz parte do equipamento de série, bem como o aviso de trânsito no ângulo morto, o aviso de transposição da faixa de rodagem e o auto-hold, que nos ajuda a arrancar de uma forma mais precisa nas subidas mais íngremes. Para as manobras de estacionamento, o novo Zoe inclui sensores dianteiros e traseiros, mas também os laterais, além do sistema de travão de estacionamento automático e o sistema que efetua a manobra de estacionamento propriamente dita de uma forma totalmente automática. A chegada da nova geração do Renault Zoe ao mercado nacional está prevista para os dias mais frios do próximo outono e terá direito a uma edição especial de lançamento limitada a apenas 500 unidades, com mais equipamento e elementos exclusivos. Em termos de preços, ainda nada está finalizado, estando os valores finais e equipamentos ainda a serem alinhados. 



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