D.A.M.A.

7 de Novembro de 2016

capa_284068FENÓMENO DA POP NACIONAL

Perante uma sala cheia, os D.A.M.A. apresentaram aos seus fãs alguns dos seus maiores êxitos. A banda formada nos bancos de escola do Colégio São João de Brito, em Lisboa, estreou-se no MEO Arena e passou nesta prova com distinção.

O concerto ainda não tinha começado e já se ouviam os refrãos de algumas das canções mais populares dos D.A.M.A. entoados pelos fãs. A banda de Miguel Cristovinho, Miguel Coimbra e Francisco Pereira (Kasha) arrancou com “Sinto” e seguiu com “Calma” para “Agora é tarde”. Seguiu-se o sucesso “Agora é tarde”, do último disco, Dá-me um segundo (editado em 2015), que fez erguer telemóveis e braços no ar. O tema ouviu-se em uníssono pelos membros da banda e pelo público presente. O primeiro convidado da noite foi Sebastião Antunes, autor de “Balada do desajeitado”, canção que os D.A.M.A. interpretam no disco de estreia. Sozinho em palco, o músico e compositor começou a desfiar “Eu não sei o que é que te hei de dar”, acompanhado em coro pela jovem plateia e ladeado pelas vozes do trio perto do final. O segundo convidado, Diogo Piçarra, acompanhou a banda num momento intimista, com as luzes baixas e as atenções centradas num pequeno palco erguido no meio da plateia. Miguel Cristovinho e Diogo, ao piano, deram voz a “Por quem não esqueci”, um clássico da música portuguesa imortalizado pelos Sétima Legião. Um interlúdio de “Tu e eu” de Diogo Piçarra abriu caminho a “Mentira” e ao êxito maior “Não dá”, recebido de forma eufórica. Depois de ter marcado presença no concerto dos D.A.M.A. no Rock in Rio, em maio, Gabriel, o Pensador chegou para improvisar umas rimas espirituosas e mostrar toda a cumplicidade que tem com os protagonistas deste verdadeiro fenómeno da pop nacional. “Não faço questão”, o tema que os une, foi eleito para a despedida, levando a plateia ao rubro antes da explosão de confettis que, supostamente, poria um ponto final nesta festa. Contudo, os D.A.M.A. ainda regressaram para um encore onde levantaram um pouco do véu com “Era eu”, música que deverá integrar o terceiro disco de estúdio. Num espetáculo com cerca de duas horas, onde tudo parece ter sido pensado ao pormenor, a qualidade do som, que chegava demasiado abafado e distorcido a algumas zonas do recinto, parece ter sido o único senão.



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