O MUSEU SAI A RUA

8 de Novembro de 2015

IMG_8513INICIATIVA SINGULAR

Numa iniciativa do Museu Nacional de Arte Antiga, 31 reproduções de obras-primas saíram à rua. As zonas do Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real transformaram-se em salas de exposição, para gáudio dos visitantes.

Reproduções de altíssima qualidade de 31 obras-primas da coleção do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em escala real e providas de molduras em madeira e tabelas, tal qual são dadas a conhecer nas salas de um qualquer museu, foram expostas nas zonas do Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real. À semelhança do projeto desenvolvido em Londres, nos bairros de Convent Garden, Soho e Chinatown, pela National Gallery, denominado The Grand Tour, com ComingOut. E se o Museu saísse à rua? o MNAA pretende contribuir para a valorização da cidade enquanto destino cultural, seja do ponto de vista de quantos a habitam, seja dos visitantes que a descobrem. O museu procurou ainda procurar convidar tanto os turistas como os lisboetas a visitarem o MNAA para – através de um diversificado percurso por inúmeros tesouros nacionais, que integram a nossa memória coletiva e contam nove séculos do nosso passado – solidificarem o seu conhecimento sobre Portugal e a sua História. ComingOut. E se o Museu saísse à rua? contou com vários meses de preparação. O projeto implicou longas caminhadas de levantamento, percorridas por técnicos do MNAA e da Câmara Municipal de Lisboa, uma seleção de obras que teve de respeitar as características e as dimensões das paredes disponíveis, um extenso trabalho de identificação dos proprietários dos prédios, uma carta enviada a todos eles, assinada pelo presidente da CML, Fernando Medina, e pelo diretor do MNAA, António Filipe Pimentel, pedindo autorização para afixar nos imóveis as reproduções, por um período de cerca de três meses. Este projeto contou ainda com uma calorosa adesão por parte dos proprietários contactados.

Reprodução das obrasIMG_8289

A reprodução das obras é da responsabilidade da HP Portugal, que recorreu às mais avançadas técnicas de impressão, com o apoio da Ocyan. No final, será editado um catálogo – uma espécie de diário ilustrado dos três meses de exposição – patrocinado pela Vodafone. A montagem da exposição esteve a cargo da Expocena que, durante a noite, colocou as 31 reproduções nas respetivas paredes, para que o efeito pretendido pelo museu fosse conseguido: surpreender o público, na manhã seguinte, com uma exposição ao ar livre no centro de Lisboa. A qualidade da impressão, a escala das obras, as molduras e as tabelas criaram a forte ilusão de que o MNAA tinha, na verdade, saído à rua.



Categoria: Proposta

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