MUSEU DA ELETRICIDADE

11 de Dezembro de 2015

Foto_museu''MARCO ARQUITETÓNICO DA CIDADE

 Associado à sua vocação primeira de repositório do passado, o Museu da Eletricidade é também um espaço preparado para dar a conhecer o presente e debater o futuro na área da energia.

Marco arquitetónico da cidade de Lisboa e detentor de uma fachada de inegável beleza, o edifício da Central Tejo foi um verdadeiro pioneiro no seu tempo no domínio da produção de eletricidade. Hoje, e passado quase um século desde a sua construção, a Central assume, de novo, aspetos inovadores e de grande protagonismo enquanto Museu da Eletricidade. Em 1979, o Conselho de Administração da EDP delibera a transformação da Central Tejo em Museu da Eletricidade. No entanto, só abriu ao público em 1990. Passados 10 anos, o museu passou por um novo período de reabilitação dos seus edifícios e equipamentos, para reabrir ao público em 2006. O acervo do museu é constituído por centenas de milhares de peças de naturezas muito diferenciadas: o edifício, os equipamentos tecnológicos da antiga Central Tejo, o acervo documental e imaterial tanto sobre a Central Tejo como sobre as CRGE (Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade) e grande parte das empresas e centros produtores de energia elétrica nacionais, equipamentos e ferramentas, dispositivos pedagógicos e experimentais históricos e contemporâneos. De referir que todas as coleções do museu são visitáveis. O núcleo principal da exposição permanente é a própria Central, ou seja, todo o conjunto de equipamentos que faziam parte da instalação da antiga unidade de produção e que, felizmente, se encontram ainda hoje com uma integridade assinalável. A exposição procura transmitir aos visitantes uma noção clara do funcionamento desta antiga central termoelétrica de Lisboa, desde a identificação dos seus diversos componentes até à explicação do seu funcionamento. O museu é também valorizado com a apresentação de outros núcleos permanentes, abordando temas relacionados com a energia: um espaço dedicado às diversas Fontes de Energia, com particular relevo para as Energias Renováveis; uma exposição dedicada aos Cientistas que mais contribuíram para a descoberta e desenvolvimento dos fenómenos da eletricidade; maquetas sobre todo o processo de produção, transporte e distribuição de eletricidade; o “Experimentando”, núcleo que permite conhecer experimentalmente alguns fenómenos elétricos. O Museu da Electricidade dispõe, ainda, de um Serviço Educativo que organiza visitas guiadas e sessões experimentais para as escolas dos ensinos básico e secundário, articuladas com os respetivos programas curriculares.

Imóvel classificado e arquitetura_MG_5028

A particular arquitetura industrial da Central Tejo sobressai pela sua monumentalidade. Nos edifícios aliam-se uma estrutura de ferro revestida a tijolo e um amplo conjunto de equipamentos tecnológicos. O projeto foi desenvolvido em etapas sucessivas ao longo de 40 anos e nenhuma autoria lhe pode ser atribuída. O gabinete de projeto foi sempre a equipa da Sofina, empresa que dominava o capital das CRGE, com sede em Bruxelas. Em 1986, sob proposta da EDP, o edifício foi classificado como Imóvel de Interesse Público.



Categoria: Proposta

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