LUÍS LOPES PEREIRA

5 de Julho de 2016

001 (26)UNIÃO, COOPERAÇÃO E INTEGRAÇÃO

As palavras recentes do nosso atual ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que nos habituou, nesta revista, a crónicas de ponderação e profundo conhecimento da saúde em Portugal, não poderiam trazer mais esperança para este importante setor de desenvolvimento económico e social. Nesse discurso afirmou que “o que faz falta ao SNS é, sobretudo, organização, gestão e partilha de recursos”, um pensamento que partilho e que acredito também ser a resposta para os atuais desafios do setor da saúde. O discurso do ministro da Saúde (www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/ms/noticias/20160627-ms-protocolos-sns.aspx) assentou em três pilares: A união como alicerce da sustentabilidade; A inovação nacional como desenvolvimento tecnológico e económico; A parceria tecnológica como forma de otimizar recursos e partilhar riscos. Ora este discurso vai contra uma ideia, que me parece desadequada, de acabar com as Parcerias Público-Privadas, defendida por uma força política que suporta este Governo no Parlamento. Esta é a minha leitura e espero que, para todos nós, que trabalhamos na saúde, o futuro seja mais participativo e de união entre prestadores, fornecedores, financiadores e doentes, do que fracionante entre o setor público e o privado. Analisando a realidade portuguesa nas últimas duas décadas, atrevo-me a dizer que na saúde, estes dois setores não poderão viver um sem o outro. Nenhuma entidade no sistema de saúde consegue resolver sozinha os desafios atuais – aumento dos custos, envelhecimento da população e o peso crescente das doenças crónicas. Considero, por isso, ser altura de olharmos para a saúde como um setor económico que exige mudanças estruturais na forma como é pensado, financiado e organizado, e para isso é essencial que todos sejam chamados ao debate e sejam cooperantes na ação.



Categoria: Opinião

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