CARLOS CARREIRAS

9 de Dezembro de 2019

ESTRAGÉGIA + POLÍTICA = RESULTADOS – Quando se pensa no que de bom a vida tem – seja a natureza, o pluralismo, a segurança, a cultura e a identidade –, Cascais está no top of mindPor direito próprio. É uma conquista de todos os que fazem deste concelho aquilo que ele é. Peter Druker, um dos homens que mais influenciou o meu percurso profissional, costumava dizer que a estratégia é uma commodity; a execução, uma arte. Transportei esse ensinamento das empresas para a política. Do setor privado para o setor público. Completei recentemente dois anos de mandato à frente da Câmara Municipal de Cascais. E posso dizer, com serenidade e sem falsas modéstias, que temos tido muito de ambas – estratégia e execução. Isso explica parte do nosso sucesso. Em dois anos conseguimos continuar a fazer de Cascais um dos melhores lugares para viver. Ultrapassámos muitos problemas do passado que eram obstáculos ao desenvolvimento. Trabalhámos para a coesão social e territorial do concelho, somos dos municípios com a taxa de desemprego mais baixa e com um Estado Social Local mais forte. Lançámos as sementes para um crescimento sustentável. 

Tempos difíceis 

Quando assumi a presidência, no auge da crise financeira em 2011, definimos a nossa visão: fazer de Cascais o melhor lugar para viver um dia, uma semana ou uma vida inteira. Não há ambição mais democrática: incluir todos os cidadãos no projeto comum de qualidade de vida. E se, mesmo hoje, a nossa predisposição pode ser tida como ambiciosa, imagine-se em 2011. Vivíamos um tsunami social sem precedentes e, mesmo assim, lutámos para que ninguém ficasse para trás.  

Venci duas eleições entretanto. E devo dizer que nunca fui a votos com um programa político – documentos que toda a gente sabe que nascem para não serem, quanto mais cumpridos. Todavia, apresentei-me sempre com a mesma visão e com uma estratégia capaz de suportar essa visão. Isso explica que tenhamos concretizado muitos dos nossos objetivos, independentemente das circunstâncias. 

 Áreas de atuação estratégica  

Em 2019, continuamos a ser movidos por objetivos ambiciosos. Elegemos como prioritárias sete áreas de atuação estratégica, para que o nosso Estado Social Local se cumpra. 

Na Saúde, estamos a construir duas novas Unidades de Saúde Familiar e a ampliar uma terceira. Para que todos os cascalenses possam ter médico de família. Para que o SNS tenha um reforço de respostas conveniente para quem mais precisa. É um investimento muito sólido no nosso SNS.  

Na Educação, depois de um investimento de dezenas de milhões de euros nas escolas da rede municipal, temos finalmente luz verde do primeiro-ministro para fazer as obras nas escolas que o Estado Central durante anos deixou degradar. Para que a Escola Pública compita de igual para igual com os privados. Para que as famílias tenham mais e melhor escolha. São 39 milhões de euros para novas escolas ou reforma das mais antigas.   

Na Segurança Pública, terminámos as obras da Esquadra da Divisão da PSP de Cascais. Trinta anos depois do início da construção, a Polícia mudou-se para uma casa que dignifica a instituição e o Estado, ao mesmo tempo que sai reforçada a capacidade de garantir a segurança dos cidadãos. 

Na Mobilidade, fomos os primeiros a defender o passe metropolitano, não nos cansamos de pedir uma solução para a Linha de Cascais e outra para a A5. Estamos na linha da frente no desenvolvimento da mobilidade como um serviço. Criámos centenas de lugares de estacionamento, oferecemos novas rotas de autocarro e demos prioridade ao transporte suave (a bicicleta), ao mesmo tempo que se esmagaram os preços e se ligou o transporte público à tecnologia (telemóveis ou computadores). Continuamos a inovar na Mobilidade e, já no início de março de 2020, teremos o resultado do concurso público internacional para a nova concessão de transporte público rodoviário no concelho. O quinto pilar estratégico, onde concentraremos muitos recursos e energia política nos próximos tempos, é a Habitação Pública. Ou, como dizemos em Cascais, promovendo a mudança de paradigma para cumprirmos a Função Social da Habitação. Criaremos 1200 novas casas para a classe média e 400 residências universitárias. Um plano de 150 milhões de euros para ser executado até 2025. Na Cultura, já arrancámos com as obras do Cruzeiro do Estoril e criaremos a Vila das Artes. Recuperámos a Vila Romana de Freiria e o Forte de Santo António da Barra. E inauguramos um novo museu da Vila. 

Por último, o Ensino Superior. Captámos para Cascais a NOVA SBE, uma das melhores escolas de gestão do mundo. As faculdades de Direito e de Medicina da Universidade Nova também se mudarão para Cascais. E a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril será uma referência internacional com a chancela da OMT. Até 2021, teremos cumprido o nosso objetivo de capacidade instalada para 20 mil alunos no ensino superior, uma mudança de paradigma sem precedentes no modelo de desenvolvimento do concelho. 

 Desafios da habitação 

O municipalismo não pode continuar a fechar os olhos perante aquele que é, hoje, o mais grave problema de desigualdade na sociedade portuguesa. Mais do que um emprego, talvez seja a habitação a maior condicionante na vida dos portugueses. As dinâmicas do mercado excluíram muitos portugueses do mercado de compra e arrendamento. E se as classes mais desfavorecidas continuam a ter na habitação social uma resposta, os jovens profissionais e as classes médias vêm-se empurradas para fora dos núcleos de origem. Com tudo o que isso significa em termos de perda de redes familiares e capacidade de mobilidade social. É para os velhos e novos desafios da habitação que estamos a trabalhar, desbravando caminho sobre as políticas municipais para o futuro. 

Cumpri recentemente dois anos de mandato à frente da Câmara Municipal de Cascais. Tem sido a maior honra da minha vida servir os meus concidadãos. Hoje, estou em condições de reforçar o meu compromisso: política executiva, só autárquica e só em Cascais. 

Continuemos, pois, a preparar o futuro e a fazer deste concelho o melhor lugar para viver um dia, uma semana ou uma vida inteira. E que a Frontline continue a poder relatar as boas notícias de Cascais por muitos mais anos. Parabéns aos seus editores e colaboradores. 

Por Carlos Carreiras – Presidente da Câmara Municipal de Cascais 

  



Categoria: Opinião

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