SEGUROS DE SAÚDE

3 de Abril de 2011

SEGURO DE SAÚDE: SIM OU NÃO?

As cláusulas são muitas vezes “abusivas”, diz a Deco, mas cada vez mais portugueses preferem subscrever um seguro de saúde para fugir às longas listas de espera do Serviço Nacional de Saúde e usufruir do conforto dos cuidados privados. Conheça as opções à sua disposição.

 

Os consumidores dizem que estão insatisfeitos, a associação do sector garante que a oferta deixa muito a desejar e cobra em demasia para o pouco que oferece. Mas a verdade é que o número de portugueses que hoje recorre a seguros privados de saúde é cada vez maior e as ofertas também são cada vez mais. Fugir às longas listas de espera do Serviço Nacional de Saúde, garantir uma assistência mais personalizada e usufruir do conforto de uma unidade privada de saúde são alguns dos motivos que levam alguém a pagar todos os meses uma mensalidade estipulada para subscrever seguros de saúde. Os períodos de carência, os limites de idade e as exclusões de determinados historiais médicos são algumas das falhas que os consumidores apontam a estes produtos. Por isso, na hora de escolher o seguro a subscrever, tenha bem em atenção quais são as suas necessidades e o prazo em que irá necessitar delas. Só depois de analisados todos os prós e contras é que deve decidir se compensa ou não subscrever um seguro de saúde e ainda qual o plano de saúde que mais lhe convém, uma vez que a maioria das empresas do sector oferece vários planos com múltiplas opções.

 

Hospitalização e consultas de especialidade

Os serviços mais procurados neste tipo de seguro são a hospitalização, o ambulatório (onde se incluem as consultas de especialidade, os exames, os tratamentos, as pequenas cirurgias) e, no caso das mulheres, o parto, bem como todas as despesas relativas à gravidez. Existem também planos com estomatologia ou até seguros especializados só para esse fim. Na grande maioria dos casos, estes seguros funcionam através de uma rede de médicos, hospitais e clínicas a que pode recorrer pagando apenas a franquia fixada no seu plano. Têm também normalmente a opção de o segurado manter, por exemplo, o seu médico de confiança fora da rede e receber uma comparticipação estipulada à partida sobre o valor da consulta ou serviço. Dois dos mais conhecidos seguros de saúde são o da Multicare, com cerca de 600 mil clientes, e o da Médis, com cerca de 450 mil clientes.

No caso dos planos de saúde Multicare, existem quatro opções: Base, Extra, Essencial ou Personalizado. Em todas as modalidades o seguro cobre internamento hospitalar, segunda opinião médica, extensão ao estrangeiro e medicina preventiva. Se está a pensar ter um filho num hospital privado, escolha o essencial ou extra, que incluem parto normal ou cesariana. Só no plano extra é que as consultas de estomatologia estão cobertas, enquanto o plano personalizado é construído pelo cliente com capitais de internamento até 75 mil euros. Já a Médis dispõe de planos de saúde Individual, Sénior e Empresa. Em cada um existem, pelos menos, duas opções emque variam os preços e as coberturas. Por exemplo, a opção 2 do plano individual contém um limite máximo de 2 mil euros para partos, o que não está incluído na primeira opção do plano. No caso das mulheres entre os 25 e os 35 anos de idade, este plano significa uma mensalidade a duplicar, atingindo cerca de 50 euros mensais.

 

Várias modalidades, várias coberturas

A Allianz dispõe do Allianz Saúde, com quatro modalidades de cobertura: Hospitalização, Hospitalização e Ambulatório, Hospitalização e Ambulatório Completo e Estomatologia. No caso da segunda modalidade – hospitalização e ambulatório –, a Allianz paga as despesas hospitalares até 50 mil euros e 50 euros diários de subsídio enquanto durar o internamento. Em ambulatório, o seguro comparticipa 100% das consultas de especialidade e 90% dos tratamentos e exames, até 1500 euros por ano. O Sanos é o seguro de saúde da Tranquilidade, com seis modalidades à disposição, em que a hospitalização, parto e segunda opinião médica estão incluídas em todas elas. Também a maioria dos bancos dispõe de seguros de saúde à disposição dos seus clientes. O BES Saúde permite aceder a médicos, hospitais e centros de diagnóstico em todo o País, e no plano máximo – o Saúde Top – cobre internamento, ambulatório, assistência médica, estomatologia e próteses dentárias, próteses e ortóteses, aros, lentes e lentes de contacto, medicamentos, partos, segunda opinião médica internacional e até doenças graves. Quanto ao Protecção Saúde do Montepio, disponível até aos 60 anos, as modalidades de cobertura são duas: seguro apólice 500 e seguro Montepio Salutare.

 

Clientes insatisfeitos

As opções no mercado português não se ficam por aqui. Existem ainda os seguros do Finibanco, Global Seguros, Saúde Prime, Victoria, Groupama, Axa, Generali e Açoreana. De acordo com os dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), entre 2007 e 2008, o número de pessoas seguradas aumentou em todas as coberturas, com excepção de estomatologia (-3%), tendo a maior subida sido registada nos medicamentos (25,2%). É na faixa etária entre os 31 e os 35 anos que existem mais pessoas, com vantagem para as mulheres (51% do total de pessoas seguradas em Portugal).Um estudo recente da Deco revelou, no entanto, que a maioria dos clientes destes seguros está insatisfeita. A associação de defesa do consumidor afirma que a “maioria dos planos privados é de fraca qualidade”, com críticas sobretudo a “exclusões, períodos de carência, duração anual e cláusulas abusivas”.



Categoria: Magazine

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