PEDRO PASSOS COELHO

1 de Janeiro de 2008

“O FUTURO É JÁ HOJE”

 

Com a crise mundial existente, há condições para se lançar um novo paradigma liberal na forma como encaramos a relação do Estado com a sociedade?

Acho que é mesmo indispensável. A crise financeira, que vem contagiando a esfera económica, mostra que não houve apenas falhas de mercado, houve também falhas de regulação. Isso significa que não encarámos o papel do Estado como devíamos, quer nos EUA quer na Europa…

 

São consequências da globalização?

O mundo está cada vez mais globalizado e isso exige, na ausência de um Estado global, respostas novas que, até hoje, não foram encontradas. Tanto ao nível das instituições que vêm desde o tempo de Breton Woods, nos anos 70, como do FMI ou do Banco Mundial. Precisamos de novas instituições que, em termos globais, possam fazer essa regulação sobre o mercado e sobre os privados, e dentro de cada Estado precisamos de definir melhor o papel que cabe ao próprio e o que cabe aos privados.

 

Portugal tem uma sociedade civil, por vezes, muito pouco activa…

Em Portugal há uma razão adicional para isso e tem a ver com a pobreza histórica da nossa autonomia, em termos de sociedade civil face ao Estado. Portanto, Portugal só pode crescer adaptando-se bem a esta onda de abertura da economia, em termos globais, se também souber ter uma network aberta, descentralizada, onde o Estado tenha um papel regulador, eficiente e forte, mas que deixe respirar a sociedade civil. O segredo do sucesso de Portugal, neste mundo globalizado, depende também disso. (…)

 



Categoria: Grande Entrevista

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