CECÍLIA MEIRELES

12 de Julho de 2012

“ESTE GOVERNO TEM FEITO UM ENORME ESFORÇO PARA IDENTIFICAR OS ERROS E AS MUDANÇAS ESTRATÉGICAS E CORRIGIR A TRAJETÓRIA NO QUE TOCA AO TURISMO

 

Começou a carreira como assessora jurídica da Câmara Municipal do Porto, onde esteve até setembro de 2009. Hoje, aos 35 anos, Cecília Meireles é a secretária de Estado do Turismo do Governo de Pedro Passos Coelho. Tendo como principal objetivo dar maior reconhecimento ao destino Portugal, Cecília Meireles acredita que é necessário mudar mentalidades e, essencialmente, optar por outras estratégias neste setor. Se até agora “o olhar estava muito centrado sobre a oferta”, urge, tal como revela a secretária de Estado, “ir buscar turistas”, ou seja, é importante “ir aos nossos mercados tradicionais e perceber como é que nos podemos adaptar àquilo que eles querem”, e também entrar em “mercados inovadores e perceber que tipo de oferta é que temos e o que é que pode corresponder àquilo que eles procuram”. Esta é, na sua opinião, “a principal mudança”.

 

No decorrer do seu mandato, quais as principais reformas que pretende efetuar?

As principais reformas têm a ver com os pilares essenciais de uma política de turismo. A principal tem a ver com promoção e com investimento. É uma reforma que se reflete na maneira como olhamos para as questões do turismo. Nas últimas décadas o olhar esteve muito centrado sobre a oferta, sobre aquilo que nós construíamos. A ideia era: se construirmos um bom resort, depois aparecerão os turistas para o encher… surgirá a procura. O que se passou foi que a realidade comprovou que não era exatamente assim. Aquilo que nós temos agora é uma grande capacidade instalada, muita coisa construída, muitos projetos aprovados e outros por construir, para os quais está a ser difícil encontrar procura. A grande reforma é olhar para as coisas ao contrário. É ir buscar os turistas. É ir aos nossos mercados tradicionais e perceber como é que nos podemos adaptar àquilo que eles querem. É ir a mercados inovadores e perceber que tipo de oferta é que temos e o que é que pode corresponder àquilo que eles procuram. E depois temos de trazer esses turistas para Portugal. Esta forma de ver as coisas, ao contrário daquela como eram vistas, é a principal mudança.

 

Quais as principais apostas do Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT)?

O plano encontra-se atualmente em revisão. A intenção deste Governo é fazer reformas mas não revoluções, ou seja, é importante que a imagem de um país, de um destino, e as apostas estratégicas sejam coerentes e que não existam ruturas muito profundas de uns ciclos para os outros. Quando falamos daquilo que são apostas estratégicas, referimo-nos, sobretudo, a apostas estratégicas que implicam um enorme investimento, como foi o caso do golfe. É importante que não haja uma rutura absoluta. A ideia que passa, olhando para aquilo que são os produtos estratégicos do PENT, prende-se com uma aposta na competitividade dos produtos mais estruturantes e de maior procura, uma aposta na comunicação dos segmentos e numa comunicação muito segmentada, que os permita direcionar de uma forma mais eficiente. (…)



Categoria: Grande Entrevista

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