S-LOG

20 de Dezembro de 2011

“A ACTIVIDADE LOGÍSTICA É ESSENCIAL A QUALQUER SETOR DE ACTIVIDADE”

Vocacionada para a prestação de serviços de logística nas suas várias componentes, a S-LOG – Serviços e Logística, S.A. é uma empresa do Grupo Entreposto. Miguel Félix António, gestor da empresa, afirma que existe ainda “alguma retracção por parte das empresas em recorrer ao outsourcing da função logística”, contudo, na sua opinião, “o nosso país tem ainda um grande potencial de crescimento nesta área”. Quanto à S-LOG, tal como refere, “é um dos poucos operadores logísticos que detém a certificação do Sistema de Gestão de Qualidade, de Ambiente e de Segurança e Saúde do Trabalho”, o que é um factor de orgulho para todos os que trabalham na empresa e “uma garantia para todos os que com ela se relacionam, sejam clientes, fornecedores ou outros parceiros de negócio”.

 

A certificação é hoje um requisito fundamen­tal no universo empresarial. O que significa uma tripla certificação para a S-LOG?

A S-LOG – Serviços e Logística, S.A. (www.slog.pt), empresa que pertence ao Grupo Entreposto, é um dos poucos ope­radores logísticos que detém a certificação do Sistema de Gestão de Qualidade, de Ambiente e de Segurança e Saúde do Trabalho, segundo as normas NP EN ISO 9001:2008, NP EN ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007 / NP 4397:2008, respectivamente, o que é factor de grande orgulho para to­dos os que nela trabalham e uma garantia para todos os que com ela se relacionam, sejam clientes, fornecedores ou ou­tros parceiros de negócio.

Considero que a tendência é para a exigência aumentar re­lativamente àquilo que é a actividade das empresas, e esta tripla certificação que alcançámos constitui, principalmente para os clientes e potenciais clientes, o penhor de que o serviço é prestado com a máxima qualidade e seguindo as melhores práticas, sempre com a preocupação da melhoria contínua. Parece-me que o próprio mercado já encara a cer­tificação como requisito quase obrigatório e vemos isso em alguns concursos em que participamos, pelo que julgo que este tenha sido um investimento acertado.

Todo o processo dá algum trabalho e exige uma reformula­ção dos processos internos de gestão e de funcionamento da empresa. A tripla certificação que obtivemos rege-se por normas diferentes, consoante falemos de Qualidade, Am­biente ou de Segurança e Saúde do Trabalho. Em relação à Qualidade, a focalização está muito centrada no cliente e no modo de desenvolvimento da actividade. Para tal é necessá­rio aplicar uma série de procedimentos e normas que obri­gam a melhorar substancialmente a prestação do serviço, uma vez que passam a existir outros requisitos e exigências, que anteriormente não existiam. Além disso, todos os anos existe uma auditoria para renovação da certificação que ana­lisa o grau de cumprimento das normas. No que respeita ao Ambiente, trata-se de um sector muito importante, dado que exige o cumprimento das regras ambientais, algo de fun­damental para uma actividade empresarial, em particular a logística. Com esta certificação conseguimos que o impacto ambiental que a nossa actividade produz seja mais reduzido e que sejam minimizados os danos ao ambiente. A Segurança e Saúde do Trabalho é uma área que está mais focalizada nos interesses e preocupações dos colaboradores, atenuando o impacto do risco associado ao desenvolvimento da sua acti­vidade. A certificação é também uma forma de induzir a me­lhoria contínua. Queremos que esta tripla certificação nos estimule a conseguir melhores resultados e a fazer sempre melhor do que temos feito.

O facto de sermos certificados faz com que o resultado fi­nal do nosso trabalho seja melhor e isso é susceptível de influenciar os clientes na hora da decisão. E julgo que os clientes percepcionam isso. Além do mais, julgo ser impor­tante sublinhar que a Associação Portuguesa dos Operado­res Logísticos lançou este ano um código de boas práticas para os operadores logísticos, o qual, nas suas exigências, complementa um pouco mais as três certificações que já possuímos. Significa isto que os próprios operadores têm interesse em ter um código que os obrigue ao cumprimento de determinado número de parâmetros, para, precisamente, ser possível distinguir o trigo do joio que sempre existe em qualquer actividade.

 

A questão tecnológica é hoje um factor críti­co de sucesso na moderna distribuição a par da certificação?

Sem dúvida nenhuma! A área da logística exige que os sis­temas de informação tenham potencialidades adequadas às operações desenvolvidas. Hoje em dia, é um factor indispen­sável. Há três anos investimos no sistema informático para podermos responder adequadamente aos desafios com que os clientes estão confrontados. Trata-se de um sistema que responde muito bem às necessidades.

Claro que em alturas mais complexas há sempre a pulsão para cortar despesas e reduzir investimentos; no entanto, acredito que é também em momentos como o que vivemos que vale a pena fazer esforços de modernização.

Trata-se de um factor de diferenciação no mercado, tal como a certificação.

Considero fundamental que as empresas que trabalham nes­ta área, da logística, disponham de inovação tecnológica.

 

Existem outros factores determinantes na es­colha do seu parceiro logístico por parte das empresas?

Penso que a localização, bem como a confiança no operador logístico, em função do trabalho realizado e das capacidades demonstradas, são igualmente factores determinantes na es­colha por parte das empresas.

 

Como vê o sector da logística em Portugal?

Há ainda alguma retracção por parte das empresas em recorrer ao outsourcing da função logística. A tendência da subcontratação tem sido seguida noutros países, como por exemplo em Espanha, mas pouco em Portugal. A perspectiva que temos é que o nosso país tem ainda um grande poten­cial de crescimento nesta área.



Categoria: Grande Angular

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