RUI VELOSO

11 de Dezembro de 2015

IMG_2435CELEBRAÇÃO DE UMA CARREIRA

Com o MEO Arena esgotado, Rui Veloso celebrou 35 anos de carreira num concerto memorável. Rui Veloso cantou, conversou e celebrou com o público, apresentando alguns dos seus maiores êxitos.

Chamam-lhe “pai do rock português”, mas Rui Veloso é também pai de muitas canções que marcam os últimos 35 anos de música em Portugal. Num palco em tons de azul, que lembra a paz, de branco, em sinal de esperança, e de verde, em celebração da vida, Rui Veloso brindou o público com músicas do passado bem conhecidas tanto de miúdos como de graúdos. O músico fez questão de começar o espetáculo com a apresentação do Coro do Conservatório Nacional, que, envergando roupas pretas, invocou a luta daquela escola para garantir melhores condições para estudantes e professores. “Eu gosto de um país que estima os seus músicos. Podia gostar mais do meu país, mas isto é um exemplo”, afirmou Rui Veloso referindo-se aos graves problemas que atualmente o Conservatório Nacional enfrenta. Seguiram-se duas músicas do álbum Auto da Pimenta porque eram dois temas que os pais gostavam muito, e esta foi, segundo o artista, a forma de os trazer para aquele palco, uma vez que os seus 91 anos já não lhes permitiam estar presentes. De harmónica na boca lembrou depois a camponesa [“Sei de Uma Camponesa”] e com ela prometeu o que era devido [“O Prometido É Devido”] e recordou que “Já Não Há Canções de Amor”. Veloso viajou por “Todo o Tempo do Mundo” e parou em “Porto Covo”. Mário Barreiros, músico e produtor e amigo de Rui Veloso, juntou-se a ele em palco para uma apresentação brilhante. Seguiu-se o “Lado Lunar” e “Porto Sentido”, e a partir daí António Serrano e a sua harmónica tomaram conta do palco e fascinaram todos os presentes. Foi ao lado de Serrano que Rui Veloso recebeu Mariza, com quem cantou “Não Queiras Saber de Mim”. Este foi, talvez, o momento mais emotivo da noite e o público respondeu, de pé, com uma ovação estrondosa. Ainda antes de ir embora, Mariza cantou com Veloso a “Tasca da Mouraria”, uma música que fala da infância da cantora e que foi feita de propósito para ela. Com a felicidade estampada no rosto e a emoção a tomar conta de si, o cantor remou até “A Ilha”, passando por um medley com sete músicas, parando no já bem conhecido “Chico Fininho” e no “Do Meu País”. Os amigos do cantor não faltaram e quiseram também celebrar estes 35 anos de carreira. Assim, na plateia estavam João Gil, Vitorino e Jorge Palma, entre muitas outras pessoas importantes para o cantor. No final do concerto Rui Veloso voltou para cantar ainda mais cinco músicas: “Jura”, “Fado do Ladrão Enamorado”, “Primeiro Beijo”, “Paixão”, “Não há Estrelas no Céu”. A noite, que já ia longa, terminou ao som de “Baile da Paróquia”, que levou a plateia ao rubro.



Categoria: Especial

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