LIDERANÇA

6 de Dezembro de 2011

PRAGMATISMO NO MASCULINO

Cair no feminismo não é de modo nenhum o mote, nem tão-pouco no machismo. O “problema” de base era o pragmatismo, e a “conclusão” é que o pragmatismo tem a ver com liderança. Um verdadeiro líder tem que ser pragmático. Um verdadeiro líder tem um carisma que obedece a determinado padrão. O homem lidera de maneira diferente da mulher. Melhor ou pior? Alcançam os mesmos objectivos? Com certeza.

Na passada semana fui relatora nas provas de aferição de Língua Portuguesa do 4.º ano. Uma das composições que os alunos tinham de fazer era um postal ao pai da “Glória” – personagem principal da história – a agradecer o presente: coisa simples. As meninas (metade da sala) escreveram e escreveram com muitos floreados o postal de agradecimento: “escusavas de te incomodar”; “da tua filha que te ama e amará para sempre”; “o incómodo a que foste sujeito para me satisfazeres o pedido”; “como tu sabes, eu gosto tanto de ti”. Quanto aos rapazes, nenhum deles escreveu mais do que “obrigado pai, até um dia destes”. Houve um que se “excedeu” e enviou “muitos beijinhos”. Um, um só. E isto para falar do pragmatismo no masculino (não querendo fazer uma análise sociológica pois não é, de todo, a minha área). Pontualmente, o meu marido diz-me que sou complicada (achando eu que não, pelo contrário), mas cada vez penso mais que para o “descomplicado que ele é”, eu sou realmente a complicada. Já o meu filho facilita, a minha filha complica: personalidades? Não sei, penso sempre que tem a ver com os indicadores hormonais. Possivelmente, alguém que estiver a ler poderá sentir que é ao contrário. Mas estive a discutir este “assunto” com meia dúzia de pessoas, antes de o passar para o papel, e depois da tertúlia concluiu-se que os homens são realmente mais pragmáticos. No dicionário da Língua Portuguesa encontrei a seguinte definição: “Pessoa com o hábito de ter suas acções, actos e atitudes frente à vida, baseados na verdade absoluta, na praticidade das soluções, de forma que seja sempre o mais objectivo e simples possível.” (…)



Categoria: Análise

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